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OPERAÇÃO GOMORRA

Prefeito é alvo de operação do MPE; secretário de Obras é afastado

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Cidades

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira (União Brasil), e o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, foram alvos da segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na manhã desta quarta-feira (1º).

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A investigação apura suspeitas de fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados pela administração municipal.

Durante a operação, o prefeito foi alvo de mandado de busca e apreensão. Já o secretário de Obras foi afastado do cargo por determinação judicial, assim como outros três servidores públicos. Os nomes dos demais afastados não foram divulgados.

Ao todo, foram cumpridas 10 medidas cautelares, incluindo mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos telemático e fiscal, afastamento de agentes públicos e indisponibilidade de bens dos investigados, entre servidores e particulares.

Além de Campo Verde, a operação também cumpriu mandados em Cuiabá, em residências e empresas ligadas aos investigados.

A ofensiva foi coordenada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o Ministério Público, as medidas foram autorizadas pela Justiça para aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a possível participação de agentes públicos e particulares em irregularidades envolvendo contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

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Cuiabá

Câmara oficializa CPI para investigar suspeita de superfaturamento de até R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá

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A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou nesta quarta-feira (21) a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na compra de livros e materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação. As suspeitas envolvem um possível prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos — valor que ainda não foi comprovado.

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A CPI terá prazo de 120 dias e será presidida pelo vereador Demilson Nogueira (PP), tendo Marcus Brito Júnior (PV) como vice-presidente e Tenente-Coronel Dias (Cidadania) como membro titular.

Entre os pontos que deverão ser investigados está a aquisição de livros de informática destinados a escolas que, segundo informações divulgadas pela Câmara, não possuíam laboratórios em funcionamento nem ofereciam a disciplina.

O caso também é alvo de apuração do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e de análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

O ex-secretário municipal de Educação Amauri Monge já negou irregularidades e contestou as acusações. A CPI também terá como suplentes Wilson Kero Kero (PMB), Marcrean Santos e Cezinha Nascimento (União Brasil). Ainda não foi divulgado o calendário de reuniões e depoimentos da comissão.

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