Mato Grosso
“Não acompanho licitação”, diz Mauro Mendes após fala de Moretto sobre ‘empresa minha’
Mato Grosso
Uma declaração do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) ganhou ampla repercussão após vir à tona durante a assinatura da ordem de serviço do Hospital Regional de Pontes e Lacerda, realizada na terça-feira (17).
Em conversa ao pé do ouvido com o governador Mauro Mendes (União Brasil), o parlamentar comentou: “Quase duzentos milhões só aí”. Na sequência, ao ser questionado sobre quais empresas haviam vencido a licitação, respondeu, com o microfone ainda aberto: “Duas, a Agrimat e uma a minha”. Em tom de satisfação, completou: “Tá autorizado!”.
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O trecho foi registrado e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando debate público sobre um possível conflito de interesse envolvendo agentes políticos e empresas contratadas pelo poder público.
Diante da repercussão, o governador Mauro Mendes foi questionado sobre o episódio. Em resposta, afirmou que não acompanha processos licitatórios e declarou que, “da nossa parte está tudo certo”, evitando aprofundar a discussão sobre o caso.
A fala do deputado e a reação do governador ampliaram os questionamentos sobre a relação entre representantes políticos e contratos públicos, tema que passou a ser discutido por lideranças e pela opinião pública após a divulgação do vídeo.
Mato Grosso
Bosaipo é intimado a devolver R$ 25,7 milhões
A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, deu 15 dias para o ex-deputado estadual Humberto Melo Bosaipo devolver R$ 25.755.764,39 aos cofres públicos em razão de desvios na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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O valor deverá ser rateado entre o ex-parlamentar e os contadores José Quirino Pereira e Joel Quirino Pereira.
Todos foram condenados em uma ação oriunda da Operação Arca de Noé, que apurou esquemas fraudulentos envolvendo a contratação da empresa “fantasma” A. Caberlin Publicidade e Eventos para possibilitar o desvio de R$ 1.819.430,80 entre os anos de 2001 e 2002.
Segundo o processo, foram emitidos 32 cheques da ALMT em favor da empresa, sem a prestação dos serviços contratados.
De acordo com os autos, Bosaipo liderou o esquema ao lado do ex-presidente da AL, José Geraldo Riva. Já os irmãos contadores eram responsáveis por criar empresas de fachada para encobrir os desvios.
Embora tenha confessado as práticas criminosas, Riva não foi responsabilizado em razão de ter celebrado acordo de colaboração premiada.
Os réus chegaram a recorrer, mas os pedidos foram negados.
Com o trânsito em julgado, o Ministério Público pleiteou o cumprimento da sentença, que estabeleceu o ressarcimento ao erário de forma solidária entre os condenados.
O pedido foi acolhido pela juíza.
“Intime-se o requeridos, por seus patronos, para no prazo de quinze (15) dias, pagar o valor total do débito de R$ 25.755.764,39 (vinte e cinco milhões, setecentos e cinquenta e cinco mil, setecentos e sessenta e quatro reais e trinta e nove centavos), sob pena de incidência de multa de 10% (dez por cento) sobre o referido valor e prosseguimento dos atos executórios, nos termos do art. 523 e parágrafos, do CPC”, diz trecho do despacho publicado no último dia 2.
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