Cuiabá
Serviço é suspenso e ameaça cirurgias em hospitais públicos
A Indústria e Serviço de Apoio e Assistência à Saúde (Grifort) suspendeu ontem (19) a entrega de enxoval hospitalar e insumos ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e Hospital Municipal São Benedito, em decorrência da falta de pagamento no valor de aproximadamente 8 milhões. Com a suspensão, a realização de cirurgias fica comprometida pela ausência de confecção, higienização, desinfecção e esterilização de materiais têxteis hospitalares, incluindo os pacotes cirúrgicos.
Além da suspensão da entrega, a Grifort ameaça retirar gradualmente os equipamentos, enxoval e equipes das unidades de saúde. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), afirma que os serviços prestados pela Grifort são essenciais e indispensáveis à continuidade da assistência à população. Afirma também que a suspensão é “ilegal e abusiva, por configurar interrupção unilateral de serviço essencial, em desacordo com a Lei nº 14.133/2021 e com os princípios da continuidade do serviço público, legalidade e supremacia do interesse público”.
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A ECSP disse que já adota as medidas jurídicas cabíveis para assegurar a continuidade dos serviços, resguardando o interesse público e a segurança dos pacientes. Entretanto, conforme a Grifort, a suspensão dos serviços foi fundamentada em dispositivos legais que autorizam a interrupção das atividades em casos de inadimplência por parte da administração pública. Destaca que o impasse já foi levado a órgãos de controle, mas até o momento não há indicação de solução imediata.
A empresa afirma que o prazo determinado de 72 horas para a realização do pagamento não foi cumprido e que a continuidade da prestação dos serviços se tornou financeiramente inviável diante do acúmulo de débitos e da ausência de regularização contratual. A empresa afirma que o valor em aberto é referente a notas não pagas dos meses de novembro e dezembro de 2024, e janeiro e fevereiro de 2026, além da defasagem de preço pactuado em contrato.
A empresa também aponta a ausência de repactuação contratual ao longo dos anos. Segundo a Grifort, a crise se arrasta desde o encerramento do contrato, em fevereiro de 2023. Desde então, os serviços vêm sendo mantidos por meio de reconhecimento de dívida, enquanto um novo processo licitatório segue sem conclusão.
Cuiabá
Sinfra assina ordem de serviço para substituição de ponte no Córrego do Moinho
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) assinou a ordem de serviço para o início das obras de substituição de uma ponte de concreto sobre o Córrego do Moinho, em Cuiabá. A publicação foi feita no Diário Oficial de quinta-feira (2.4).
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A ponte fica localizada na Rua 1, via que liga os fundos do condomínio Belvedere, na região do Jardim Imperial/Recanto dos Pássaros, até os bairros Residencial Itamaraty e Planalto, na região da Avenida dos Trabalhadores.
Com a assinatura da ordem de serviço, a empresa responsável está autorizada a começar a mobilização para iniciar as obras. A obra vai receber um investimento de R$ 3,6 milhões por parte do Governo do Estado.
A ponte está localizada em uma via municipal e foi interditada pela Prefeitura de Cuiabá em agosto de 2025, por conta de danos e riscos estruturais. A prefeitura elaborou o projeto de substituição da ponte, que foi doado para que o Governo execute a obra.
Para a realização da obra, a estrutura que apresentou problemas será demolida, dando lugar a uma nova ponte com 30 metros de comprimento e 12,8 m de largura.
A nova ponte vai atender as demandas crescentes de tráfego na região, já que a via se tornou uma importante ligação entre a Avenida das Torres e a região da Morada da Serra. O prazo estimado em contrato para execução das obras é de 120 dias.