GUERRA PELO COMANDO
Dilemário sai da liderança e tenta sobreviver na disputa pela Câmara
Cuiabá
O vereador Dilemário Alencar (UB) oficializou a saída da liderança do governo do prefeito Abilio Brunini(PL) na Câmara Municipal de Cuiabá. A decisão foi comunicada ao chefe do Executivo após um ano e quatro meses no cargo.
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Nos bastidores, a saída é vista como um movimento estratégico para fortalecer a pré-candidatura de Dilemário à presidência da Câmara. A eleição da nova Mesa Diretora deve ocorrer até outubro deste ano e já movimenta articulações entre os vereadores da Capital.
A decisão ganhou força após Abilio declarar apoio à reeleição da atual presidente da Casa, Paula Calil, o que acabou ampliando o distanciamento político entre o prefeito e o parlamentar.
No ofício encaminhado ao Executivo, Dilemário agradeceu pela oportunidade de ocupar a função e destacou que exerceu o cargo com “honra e lealdade”, defendendo os interesses da gestão municipal e ajudando na aprovação de projetos considerados importantes para o município.
“Penso que exerci o referido cargo com honra e lealdade, onde no período de um ano e pouco mais de quatro meses, pude fazer a defesa da atual gestão municipal e ajudar o executivo cuiabano na articulação para aprovação de leis importantes”, escreveu o vereador.

O parlamentar afirmou ainda que a decisão foi tomada após conversas com familiares e aliados políticos. Segundo ele, a saída da liderança permitirá maior dedicação ao mandato e à construção do projeto de disputar o comando do Legislativo cuiabano.
“Chegamos ao consenso de que é hora de abdicar da função de Líder, onde demanda muito trabalho e tempo, para que possa me dedicar mais ao meu mandato eletivo e construir o projeto de ser eleito o próximo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá”, diz outro trecho do documento.
Apesar da saída da liderança, Dilemário ressaltou que continuará integrando a base de sustentação do prefeito na Câmara Municipal.
Cidades
LBI: um marco para a cidadania e a dignidade
No dia 6 de julho celebramos a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um marco na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Mais do que uma legislação, a LBI representa uma mudança de olhar, reafirmando que a deficiência não pode ser tratada como limitação para o exercício da cidadania, mas como um compromisso coletivo de eliminar barreiras e construir oportunidades.
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É justamente essa compreensão que orienta a minha atuação na Câmara Municipal de Cuiabá. A inclusão não acontece apenas quando reconhecemos direitos no papel. Ela se concretiza quando transformamos esses direitos em políticas públicas, em informação acessível, em atendimento humanizado e em respeito à diversidade humana.
Foi com esse propósito que apresentei leis voltadas para fortalecer a autonomia e a dignidade das pessoas com deficiência e de suas famílias. A publicização da jornada do autista, por exemplo, garante que a população saiba onde buscar diagnóstico, terapias e medicamentos na rede municipal. Informação também é acessibilidade. Também aprovamos a criação da Semana Municipal de Conscientização e Responsabilidade Parental de Crianças e Adolescentes com Deficiência, reforçando que o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento dessas crianças exigem uma rede de apoio fortalecida e uma sociedade mais consciente.
Outro avanço importante foi assegurar às mulheres surdas o direito de contar com intérprete de Libras durante todo o processo de pré-parto, parto e pós-parto imediato. Humanizar o atendimento também significa garantir comunicação, autonomia e segurança em um dos momentos mais importantes da vida. Da mesma forma, a proposta de incluir o símbolo do Cordão de Girassol e outras identificações de deficiências ocultas nas sinalizações de prioridade amplia o reconhecimento de pessoas cujas necessidades nem sempre são visíveis, mas que merecem o mesmo respeito e acolhimento.
A LBI nos ensina que inclusão não é favor, nem privilégio. É um direito. E direitos só existem plenamente quando são conhecidos, respeitados e efetivamente garantidos. Ainda temos muitos desafios pela frente, desde a oferta de serviços públicos até a eliminação de preconceitos que continuam limitando vidas. Mas cada avanço demonstra que é possível construir uma cidade mais justa quando escolhemos ouvir quem historicamente foi invisibilizado.
Celebrar a Lei Brasileira de Inclusão é reconhecer as conquistas alcançadas, mas, acima de tudo, lembrar que uma sociedade verdadeiramente inclusiva é construída todos os dias, por meio de decisões, atitudes e políticas públicas que coloquem a dignidade humana acima de qualquer barreira.
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