Cuiabá
UPA Morada do Ouro registra vazamentos pontuais, mas mantém atendimentos normais
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que pontos isolados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro registraram vazamentos de água durante a forte chuva. A situação ocorreu em razão da obra de reestruturação do telhado e das calhas da unidade, iniciada no fim de maio e ainda em execução. O caso foi registrado na noite de segunda-feira (22).
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Como parte da reforma, alguns trechos da cobertura permanecem temporariamente abertos para a troca das telhas, calhas e demais estruturas do telhado. Nesses locais, a ocorrência de chuvas intensas pode provocar infiltrações pontuais, situação considerada possível durante esse tipo de intervenção.
Apesar dos vazamentos, nenhum atendimento foi comprometido. A UPA permaneceu funcionando normalmente durante toda a noite e segue operando nesta terça-feira (23), sem interrupção de consultas, exames ou atendimentos de urgência e emergência. Os consultórios, salas de exames e demais setores assistenciais não foram afetados, garantindo a continuidade da assistência prestada à população.
Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, equipes da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, juntamente com a empresa responsável pela execução da obra, estiveram na unidade realizando os reparos necessários e acompanhando a evolução dos serviços para restabelecer completamente as áreas atingidas.
A escolha do período para execução da reforma levou em consideração as condições climáticas da região. Historicamente, o mês de junho, início do inverno, é marcado pelo período de estiagem no Centro-Oeste, com baixo volume de chuvas, sendo considerado o momento mais adequado para intervenções em coberturas. No entanto, as precipitações registradas nos últimos dias foram atípicas para esta época do ano.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a manutenção é uma obra estrutural necessária e que a resposta das equipes foi imediata.
“Estamos realizando uma intervenção importante e aguardada há anos. Durante a substituição completa do telhado e das calhas, é possível que ocorram situações pontuais como essa, especialmente diante de uma chuva fora do padrão esperado para esta época do ano. Assim que identificamos os vazamentos, nossas equipes e a empresa responsável foram acionadas e já estão trabalhando no local. O principal é que nenhum atendimento foi interrompido e a população continuou sendo assistida normalmente”, afirmou.
A necessidade das melhorias foi identificada durante visita técnica realizada em abril deste ano pela secretária Deisi Bocalon e pelo secretário adjunto Odair Mendonça. Na ocasião, foram levantadas as principais demandas estruturais da UPA Morada do Ouro e iniciado o planejamento de uma ampla reforma.
“A troca do telhado é uma intervenção de grande porte, necessária para solucionar problemas estruturais antigos. A obra segue dentro do cronograma e está sendo acompanhada diariamente pela equipe técnica para garantir a segurança da unidade e a continuidade dos atendimentos”, disse o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa.
Além da substituição do telhado e das calhas, o projeto contempla a reestruturação dos banheiros, troca de portas, pintura geral, reforço na limpeza e instalação de exaustores, promovendo melhores condições para pacientes e profissionais.
A UPA Morada do Ouro realiza, em média, 400 atendimentos por dia e conta com sete médicos de plantão, sendo dois pediatras e cinco clínicos gerais, além de profissionais que atuam no box de emergência e médicos visitadores, garantindo assistência contínua à população.
Cidades
LBI: um marco para a cidadania e a dignidade
No dia 6 de julho celebramos a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um marco na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Mais do que uma legislação, a LBI representa uma mudança de olhar, reafirmando que a deficiência não pode ser tratada como limitação para o exercício da cidadania, mas como um compromisso coletivo de eliminar barreiras e construir oportunidades.
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É justamente essa compreensão que orienta a minha atuação na Câmara Municipal de Cuiabá. A inclusão não acontece apenas quando reconhecemos direitos no papel. Ela se concretiza quando transformamos esses direitos em políticas públicas, em informação acessível, em atendimento humanizado e em respeito à diversidade humana.
Foi com esse propósito que apresentei leis voltadas para fortalecer a autonomia e a dignidade das pessoas com deficiência e de suas famílias. A publicização da jornada do autista, por exemplo, garante que a população saiba onde buscar diagnóstico, terapias e medicamentos na rede municipal. Informação também é acessibilidade. Também aprovamos a criação da Semana Municipal de Conscientização e Responsabilidade Parental de Crianças e Adolescentes com Deficiência, reforçando que o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento dessas crianças exigem uma rede de apoio fortalecida e uma sociedade mais consciente.
Outro avanço importante foi assegurar às mulheres surdas o direito de contar com intérprete de Libras durante todo o processo de pré-parto, parto e pós-parto imediato. Humanizar o atendimento também significa garantir comunicação, autonomia e segurança em um dos momentos mais importantes da vida. Da mesma forma, a proposta de incluir o símbolo do Cordão de Girassol e outras identificações de deficiências ocultas nas sinalizações de prioridade amplia o reconhecimento de pessoas cujas necessidades nem sempre são visíveis, mas que merecem o mesmo respeito e acolhimento.
A LBI nos ensina que inclusão não é favor, nem privilégio. É um direito. E direitos só existem plenamente quando são conhecidos, respeitados e efetivamente garantidos. Ainda temos muitos desafios pela frente, desde a oferta de serviços públicos até a eliminação de preconceitos que continuam limitando vidas. Mas cada avanço demonstra que é possível construir uma cidade mais justa quando escolhemos ouvir quem historicamente foi invisibilizado.
Celebrar a Lei Brasileira de Inclusão é reconhecer as conquistas alcançadas, mas, acima de tudo, lembrar que uma sociedade verdadeiramente inclusiva é construída todos os dias, por meio de decisões, atitudes e políticas públicas que coloquem a dignidade humana acima de qualquer barreira.
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