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Wilson Santos amplia debate e leva audiência pública sobre energia elétrica a Nossa Senhora do Livramento

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Mesmo diante dos sinais de que o contrato de concessão da Energisa deverá ser renovado por mais 30 anos em Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) segue ampliando o debate sobre a qualidade da distribuição de energia elétrica no estado. Com esse objetivo, o parlamentar apresentou o Requerimento nº 12/2026, em sessão plenária, na quarta-feira (21), para a realização de audiência pública em Nossa Senhora do Livramento – sendo um pedido do vereador Edmilson Brandão, conhecido como “Vinte e Um” (União), devido os problemas recorrentes e graves enfrentados pela população com os serviços prestados pela concessionária de energia.

Segundo Wilson Santos, a audiência integra um ciclo de debates já promovidos pela Assembleia Legislativa em diferentes regiões de Mato Grosso. “Já realizamos dez audiências públicas nos principais polos regionais do estado. Seguimos firmes no compromisso de identificar as falhas no fornecimento de energia elétrica e, em Nossa Senhora do Livramento, não será diferente. Vamos garantir a participação popular, ouvir as principais demandas da região e buscar soluções junto à Energisa”, afirmou o deputado.

A audiência pública será realizada na próxima quarta-feira (28), às 19h, na Câmara Municipal de Nossa Senhora do Livramento, e deve reunir moradores, autoridades locais e representantes políticos. Entre as principais demandas a serem apresentadas estão as quedas e oscilações constantes de energia, tanto na zona urbana quanto na área rural, problemas que afetam diretamente as atividades econômicas, o funcionamento de serviços públicos e a qualidade de vida da população.

Uma das maiores preocupações levantadas diz respeito à segurança de pacientes e profissionais de saúde do Hospital Municipal e Maternidade Nossa Senhora do Livramento Professora Maria Arlinda, que não dispõe de gerador próprio, tornando-se ainda mais vulnerável diante das interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Fonte: ALMT – MT

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PT e PL se unem em projeto de Gisela para pressionar Motta a dar transparência às votações

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A deputada federal Gisela Simona (União-MT) conseguiu o que raramente se vê no ambiente político: unir parlamentares de campos ideológicos opostos em torno de uma mesma proposta. O Projeto de Resolução da Câmara protocolado na última semana, reúne assinaturas que vão da esquerda à direita – de PT a PL- em defesa de uma pauta que, embora técnica, toca diretamente no funcionamento do Legislativo: a previsibilidade e transparência das votações em plenário.

A proposta mira diretamente a condução dos trabalhos pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao estabelecer a obrigatoriedade de divulgação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Por se tratar de um PRC – instrumento que regula matérias de competência interna da Casa -,a medida não depende de aval do Senado nem da Presidência da República. Uma vez aprovada, altera o regimento interno e passa a impor a nova regra de forma imediata.

Na prática, o projeto enfrenta uma queixa recorrente: a imprevisibilidade das votações. Hoje, a pauta é definida pelo presidente em articulação com o colégio de líderes e, comumente, divulgada em cima da hora, restringindo o acesso à informação aos que estão fora desse núcleo decisório. O impacto, segundo Gisela, é direto, tanto na atuação dos deputados quanto na capacidade técnica das assessorias parlamentares, que ficam sem tempo hábil para analisar matérias e qualificar o debate.

Ao justificar a iniciativa, a deputada sustenta que a medida equilibra e flexibiliza a condução dos trabalhos, além de dar mais segurança jurídica e previsibilidade decisória. Mais do que um ajuste operacional, o texto se apresenta como parte de um movimento mais amplo de modernização das práticas legislativas, com reflexos na qualidade do debate e no fortalecimento da dimensão democrática do Parlamento.

O simbolismo político também não é ignorado. A proposta se insere no contexto dos 200 anos da Câmara dos Deputados, sendo apresentada como um marco de reafirmação do compromisso institucional com a transparência, a eficiência e o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo.

Gisela também chama atenção para a mudança no perfil das demandas que chegam ao Parlamento. Em um cenário de crescente complexidade social e ampliação das agendas temáticas, a previsibilidade da pauta deixa de ser um detalhe administrativo para se tornar elemento estruturante do processo legislativo.

“Sem previsibilidade, não há debate qualificado”, reafirma Gisela ao defender que a organização prévia das votações é condição para decisões mais responsáveis. Colocando, inclusive, fim a chamada “pauta-surpresa”, prática conhecida nos bastidores como “pauta-bomba”, quando temas não previstos são incluídos de última hora para votação.

“Ao eliminar essa possibilidade, a proposta amplia não apenas a capacidade de preparação dos parlamentares, mas também abre espaço para maior participação da sociedade, que passa a ter tempo para acompanhar, pressionar e se posicionar sobre matérias de impacto direto”.

Confira os deputados que assinaram o projeto:

Gisela Simona (União-MT)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)]
Adriana Ventura (Novo-SP)
Duda Salabert (PDT-MG)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Maria do Rosário (PT-RS)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
José Medeiros (PL-MT)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
Delegado Matheus Laiola (UB-PR)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)

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