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Ao lado de Michelle Bolsonaro, nome de Virginia Mendes aparece em matéria do O Globo como possível candidata em 2026

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O nome da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, ganhou projeção nacional após ser citado em matéria do jornal O Globo, veiculada no último domingo, 04/01. A reportagem analisa a movimentação de mulheres ligadas a lideranças políticas de diferentes partidos que são cogitadas para disputar cargos eletivos nas eleições de 2026.

A matéria reúne nomes com projeção nacional, entre eles o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, apontada como uma das principais apostas do PL para a disputa ao Senado pelo Distrito Federal, além de primeiras-damas e lideranças femininas de estados como Goiás, Alagoas, São Paulo e Mato Grosso.

Nesse contexto, Virginia Mendes é citada como um nome incentivado por lideranças políticas de Mato Grosso para uma eventual candidatura, especialmente à Câmara dos Deputados. No entanto, conforme destacado na matéria, a primeira-dama considera a discussão prematura e não confirma qualquer intenção de disputar cargo eletivo em 2026.

Segundo a reportagem, Virginia afirma que seu foco segue concentrado no trabalho social desenvolvido no estado e que qualquer decisão sobre uma possível candidatura será avaliada no momento oportuno. A matéria também registra que, independentemente de uma eventual definição, ela conta com o apoio do governador Mauro Mendes.

Leia a matéria na íntegra: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/04/mulheres-de-politicos-de-partidos-da-direita-a-esquerda-preparam-candidaturas-ao-congresso.ghtml

 

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PT e PL se unem em projeto de Gisela para pressionar Motta a dar transparência às votações

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A deputada federal Gisela Simona (União-MT) conseguiu o que raramente se vê no ambiente político: unir parlamentares de campos ideológicos opostos em torno de uma mesma proposta. O Projeto de Resolução da Câmara protocolado na última semana, reúne assinaturas que vão da esquerda à direita – de PT a PL- em defesa de uma pauta que, embora técnica, toca diretamente no funcionamento do Legislativo: a previsibilidade e transparência das votações em plenário.

A proposta mira diretamente a condução dos trabalhos pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao estabelecer a obrigatoriedade de divulgação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Por se tratar de um PRC – instrumento que regula matérias de competência interna da Casa -,a medida não depende de aval do Senado nem da Presidência da República. Uma vez aprovada, altera o regimento interno e passa a impor a nova regra de forma imediata.

Na prática, o projeto enfrenta uma queixa recorrente: a imprevisibilidade das votações. Hoje, a pauta é definida pelo presidente em articulação com o colégio de líderes e, comumente, divulgada em cima da hora, restringindo o acesso à informação aos que estão fora desse núcleo decisório. O impacto, segundo Gisela, é direto, tanto na atuação dos deputados quanto na capacidade técnica das assessorias parlamentares, que ficam sem tempo hábil para analisar matérias e qualificar o debate.

Ao justificar a iniciativa, a deputada sustenta que a medida equilibra e flexibiliza a condução dos trabalhos, além de dar mais segurança jurídica e previsibilidade decisória. Mais do que um ajuste operacional, o texto se apresenta como parte de um movimento mais amplo de modernização das práticas legislativas, com reflexos na qualidade do debate e no fortalecimento da dimensão democrática do Parlamento.

O simbolismo político também não é ignorado. A proposta se insere no contexto dos 200 anos da Câmara dos Deputados, sendo apresentada como um marco de reafirmação do compromisso institucional com a transparência, a eficiência e o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo.

Gisela também chama atenção para a mudança no perfil das demandas que chegam ao Parlamento. Em um cenário de crescente complexidade social e ampliação das agendas temáticas, a previsibilidade da pauta deixa de ser um detalhe administrativo para se tornar elemento estruturante do processo legislativo.

“Sem previsibilidade, não há debate qualificado”, reafirma Gisela ao defender que a organização prévia das votações é condição para decisões mais responsáveis. Colocando, inclusive, fim a chamada “pauta-surpresa”, prática conhecida nos bastidores como “pauta-bomba”, quando temas não previstos são incluídos de última hora para votação.

“Ao eliminar essa possibilidade, a proposta amplia não apenas a capacidade de preparação dos parlamentares, mas também abre espaço para maior participação da sociedade, que passa a ter tempo para acompanhar, pressionar e se posicionar sobre matérias de impacto direto”.

Confira os deputados que assinaram o projeto:

Gisela Simona (União-MT)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)]
Adriana Ventura (Novo-SP)
Duda Salabert (PDT-MG)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Maria do Rosário (PT-RS)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
José Medeiros (PL-MT)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
Delegado Matheus Laiola (UB-PR)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)

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