EM SORRISO
Três suspeitos são presos pela PM por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo
Polícia
Policiais militares do 3º Comando Regional prenderam, na noite desta quinta-feira (2.7), três homens suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Sorriso. Na ação, as equipes apreenderam 60 porções de substância análogas à maconha, cocaína, uma arma de fogo, 43 munições e duas motocicletas.
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Os policiais militares do 12º Batalhão realizavam o patrulhamento tático pela Avenida Porto Alegra, quando identificaram dois homens, em atitude suspeita, em uma motocicleta Yamaha XT 660.
Durante abordagem, com o passageiro do veículo, os policiais localizaram duas grandes porções de maconha. Questionado, o suspeito informou que havia mais entorpecentes em sua residência.
No imóvel, a equipe encontrou novas porções do mesmo entorpecente e cocaína, além de munições calibre .22 e uma balança de precisão. O suspeito indicou que havia um revólver calibre .38 guardado no quarto de seu pai, além de outras diversas munições já deflagradas.
Em seguida, o condutor da motocicleta também informou que mantinha drogas em sua residência. As equipes se deslocaram ao novo endereço e apreenderam mais 20 porções pequenas e uma porção maior de substância análoga à maconha.
De acordo com o relato dos suspeitos, um terceiro homem teria intermediado a aquisição dos entorpecentes, sendo o mesmo localizado e detido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Diante dos fatos, o trio foi conduzido à delegacia, junto do material apreendido, para demais providências cabíveis.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Justiça
Médica que atropelou e matou verdureiro pode encerrar processo com acordo de R$ 500 mil
A médica Letícia Bortolini poderá ter a ação penal extinta sem condenação caso aceite o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A proposta prevê o pagamento de R$ 500 mil, além do cumprimento de outras medidas, em troca da extinção da punibilidade no processo em que responde pela morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia.
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Em despacho assinado no último dia 3, o juiz Moacir Rogério Tortato, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, concedeu prazo de cinco dias para que a defesa informe se tem interesse em aderir ao acordo.
A proposta foi apresentada após uma mudança na condução do processo. Em maio, o Ministério Público protocolou as alegações finais pedindo a condenação da médica. Na sequência, a defesa manifestou interesse na possibilidade de encerramento da ação por meio de um acordo, o que levou o promotor de Justiça Kledson Dionysio de Oliveira a formalizar a oferta do ANPP.
Pelos termos propostos, Letícia deverá pagar R$ 500 mil. Desse montante, R$ 300 mil serão destinados à ex-companheira da vítima, que, embora não mantivesse mais relacionamento com Francisco Lúcio Maia, dependia da ajuda financeira prestada por ele para custear despesas como aluguel, água e energia elétrica. Segundo o Ministério Público, a indenização também busca reparar os danos morais causados à família da vítima.
Os R$ 200 mil restantes deverão ser destinados a uma entidade pública ou de interesse social, a ser definida pelo Juízo da Execução Penal.
Além da reparação financeira, o acordo prevê o comparecimento mensal da médica em juízo durante dois anos para justificar suas atividades, prestação de serviços à comunidade, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo período de um ano e participação obrigatória em curso de reciclagem para condutores infratores.
Ao receber a proposta, o magistrado determinou que a defesa se manifeste tanto sobre o interesse em firmar o acordo quanto apresente as alegações finais por memoriais escritos.
Caso o ANPP seja aceito pela defesa, homologado pela Justiça e todas as condições sejam cumpridas, a punibilidade será extinta e o processo será arquivado.
Relembre o caso
O acidente ocorreu na madrugada de 14 de abril de 2018, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, quando Francisco Lúcio Maia foi atropelado e morreu.
Inicialmente, Letícia Bortolini chegou a ser pronunciada para julgamento pelo Tribunal do Júri. No entanto, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso desclassificou a acusação, afastando a hipótese de crime doloso contra a vida. Desde então, a médica passou a responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O processo encontra-se na fase final, aguardando a manifestação da defesa sobre a proposta do Ministério Público e as alegações finais.
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