MORTE DE CASAL
MP recorre para que júri de filho de ex-deputado seja público
Polícia
O Ministério Público do Estado recorreu da decisão que restringiu o julgamento do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, marcado para a próxima terça-feira (7).
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O órgão requereu que o julgamento pelo Tribunal do Júri seja realizado de portas abertas, sem restrição de acesso ao público.
A petição, protocolada nesta quinta-feira (2) pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, ainda deve ser analisada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
O réu é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra e responde pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de William César Moreno.
Há poucos dias do julgamento, a magistrada atendeu a um pedido da defesa e limitou o acompanhamento do júri popular, determinando que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo possam assistir à sessão. A decisão acolheu o argumento da defesa de que o processo tramita em segredo de Justiça.
A promotora contestou a determinação e pediu o sigilo seja afastado, para que a sessão plenária seja pública e o julgamento ocorra sem restrição de acesso ao público.
“Diante do exposto, à inteligência do art. 5, LX e art. 93, IX, ambos da Constituição Federal, bem como do art. 189 do Código de Processo Civil e art. 792 do Código de Processo Penal, o Ministério Público pugna pelo levantamento integral do sigilo e publicidade da sessão plenária, a fim de viabilizar a realização do julgamento sem restrição de público”, diz trecho do documento.
A sessão do júri está marcada para começar às 9h, no Fórum de Cuiabá, e será presidida pela juíza Mônica Perri.
Entenda o caso
O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente a um prédio residencial no bairro Alvorada, em Cuiabá. O casal morreu na calçada do edifício após o acusado efetuar disparos contra as vítimas.
De acordo com o Ministério Público, Carlinhos manteve um relacionamento amoroso com Thays Machado por cerca de dois anos, período em que chegou a morar com ela. Desde o início da relação, segundo a denúncia, ele demonstrava comportamento controlador e possessivo, monitorando cuidadosamente os passos da companheira, inclusive o telefone celular e as redes sociais.
Em dezembro de 2022, Thays rompeu o relacionamento. Desconfiado de que ela estava com outra pessoa, ele “passou a vigiá-la ainda mais intensamente, monitorando-a a todo tempo por meio de ligações e aplicativos de rastreamento, já planejando a sua morte”.
Já em janeiro de 2023, Thays iniciou um relacionamento com William César Moreno. No dia 18 daquele mês, ela foi buscar o namorado no aeroporto com o carro da mãe. Utilizando os mecanismos de rastreamento aos quais tinha acesso, Carlos teria seguido Thays até Várzea Grande, acompanhado o desembarque de William e passado a seguir o veículo do casal na volta para Cuiabá, quando foi percebido pelas vítimas. Thays acionou o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e registrou a ocorrência na Central de Flagrantes, mas Carlos conseguiu fugir.
Ainda naquele dia, durante a tarde, Thays e William foram ao prédio onde morava a mãe dela para devolver o carro. Após deixar as chaves do veículo na portaria, o casal caminhou até a calçada em frente ao edifício para chamar um carro por aplicativo, quando foi surpreendido pelos disparos efetuados pelo acusado.
Horas após o crime, Carlos foi preso em flagrante em uma fazenda da família, no município de Campo Verde.
Ele foi pronunciado por feminicídio e homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas e surpresa.
Polícia
Gaeco investiga cobrança de propina para aprovação de projetos em Sinop
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira, em Sinop (a 481 km de Cuiabá), a Operação Mãos à Obra, que apura supostas práticas de corrupção envolvendo servidores públicos da Prefeitura de Sinop.
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Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos do município que atuam na área de fiscalização. As investigações apontam que os envolvidos solicitavam vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos e outros procedimentos administrativos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.
Os mandados estão sendo cumpridos nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura.
A Justiça autorizou, durante o cumprimento das ordens judiciais, a apreensão de aparelhos celulares, documentos, projetos relacionados à área de engenharia e outros materiais que serão analisados pelas equipes do Gaeco.
Participam da operação equipes do Grupo de Apoio e do Raio, do 11º Batalhão da Polícia Militar e a Força Tática de Sinop.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.