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CASO RENATO NERY

Após ordem do STJ, PMs ligados à morte de Nery voltam à prisão

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Polícia

Após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, decretou a prisão preventiva de quatro policiais militares investigados por envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery.

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Os mandados de prisão foram expedidos e cumpridos na terça-feira (23) contra Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira.

Eles foram denunciados pela prática de homicídio qualificado, sendo um consumado e dois tentados, além dos crimes de fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Renato Nery foi morto a tiros em frente ao seu escritório, em Cuiabá, no dia 5 de julho de 2024. Já no dia 12 daquele mês, o grupo de PMs se envolveu em um confronto policial no Contorno Leste, próximo ao bairro Pedra 90, na Capital. Segundo a denúncia, a ocorrência teria sido forjada para atribuir a terceiros a posse da arma utilizada no assassinato do jurista.

Os acusados chegaram a ser presos, mas foram colocados em liberdade em maio de 2025. O Ministério Público recorreu da decisão ao STJ. Em fevereiro deste ano, a ministra Maria Marluce Caldas acolheu o pedido e restabeleceu a prisão dos denunciados, diante da gravidade dos fatos, da elevada periculosidade dos agentes e do risco de reiteração delitiva. A magistrada também reconheceu o risco de intimidação de testemunhas.

A decisão somente foi comunicada aos autos no último dia 19, quando o processo foi desbloqueado para o prosseguimento do feito. Dessa forma, o juiz João Bosco expediu as ordens para cumprir a determinação da ministra.

“A decisão do Superior Tribunal de Justiça possui caráter vinculante e de cumprimento imediato e obrigatório por este Juízo, nos termos do artigo 105, inciso III, da Constituição Federal e do artigo 253, parágrafo único, inciso II, alínea “c”, do Regimento Interno do STJ, não havendo margem para deliberação diversa quanto ao mérito da medida cautelar. Impõe-se, portanto, a expedição imediata dos mandados de prisão preventiva em desfavor de todos os réus”, destacou o magistrado.

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Polícia

Gaeco investiga cobrança de propina para aprovação de projetos em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira, em Sinop (a 481 km de Cuiabá), a Operação Mãos à Obra, que apura supostas práticas de corrupção envolvendo servidores públicos da Prefeitura de Sinop.

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Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos do município que atuam na área de fiscalização. As investigações apontam que os envolvidos solicitavam vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos e outros procedimentos administrativos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.
Os mandados estão sendo cumpridos nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura.
A Justiça autorizou, durante o cumprimento das ordens judiciais, a apreensão de aparelhos celulares, documentos, projetos relacionados à área de engenharia e outros materiais que serão analisados pelas  equipes do Gaeco.
Participam da operação equipes do Grupo de Apoio e do Raio, do 11º Batalhão da Polícia Militar e a  Força Tática de Sinop.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.

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