Economia
Flavia Moretti sanciona lei que atualiza regime próprio de previdência
O cálculo atuarial é um instrumento essencial para garantir a saúde financeira do regime previdenciário. E, a partir de agora ele deve ser realizado anualmente
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A Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo importante na modernização e transparência do Regime Próprio de Previdência Social do Município (Previvag). A prefeita Flávia Moretti (PL) sancionou a Lei Complementar nº 5.451/2025, que altera dispositivos da Lei Complementar nº 4.649/2020, reestruturando o sistema previdenciário municipal com base em um novo estudo técnico atuarial, conforme recomendação do Ministério da Previdência.
O cálculo atuarial é um instrumento essencial para garantir a saúde financeira do regime previdenciário. E, a partir de agora ele deve ser realizado anualmente a partir de uma base de dados atualizada dos servidores efetivos, contendo informações sensíveis como idade, sexo, raça, dependentes e tempo de serviço. A partir desses dados, são projetadas as provisões para futuras aposentadorias, o que permite ao Município planejar aportes e manter o equilíbrio entre contribuições e benefícios.
A presidente do Previvag, Sumaia Leite de Almeida, explica que a atualização é fundamental para assegurar o futuro dos servidores e o equilíbrio das contas públicas. “Esse estudo técnico é uma exigência legal e uma ferramenta de gestão. Ele mostra, com base em dados reais, a capacidade de o município honrar os benefícios previdenciários no longo prazo”, destacou.
A prefeita Flávia Moretti ressalta que a administração tem atuado para fazer o enquadramento de todos os servidores municipais, garantindo que as contribuições sejam condizentes com a realidade salarial. “Hoje, muitos servidores contribuem com base em salários defasados e, ao se aposentarem, são enquadrados em valores mais altos. Isso causa um desequilíbrio para o sistema. O objetivo é corrigir essas distorções e fortalecer o Previvag, para que ele continue sendo sustentável e justo”, afirmou.
A nova lei também homologa o relatório técnico da reavaliação atuarial realizada em janeiro de 2025, que define os aportes financeiros anuais a serem feitos pelo município e por cada órgão vinculado, conforme o déficit atuarial apurado.
“Com essas medidas, a gestão reafirma o compromisso com a responsabilidade dos recursos públicos, garantindo segurança previdenciária aos servidores e estabilidade financeira e atuarial ao regime municipal”, pontuou a gestora Sumaia Leite.
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Biopower, da JBS, investe R$ 140 milhões; unidade em Campo Verde (MT) será beneficiada
A Biopower, empresa da JBS Novos Negócios que produz biodiesel, acaba de anunciar um investimento de R$140 milhões em modernização e inovação tecnológica de suas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC). O aporte, o mais significativo desde a construção da unidade de Mafra, em 2021, prepara a empresa para um novo ciclo de crescimento e reforça seu papel estratégico na transição energética nacional.
A unidade da Biopower em Campo Verde (MT), que passou a operar sob gestão da JBS em 2014, acaba de atingir a marca histórica de mais de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos desde então, consolidando sua relevância para a empresa e para a região. Com uma capacidade anual de cerca de 150 milhões de litros, a planta registrou uma expansão de quase 40% em sua operação ao longo dos anos. Atualmente, a unidade movimenta cerca de 11 mil caminhões anualmente e é responsável pela geração de aproximadamente 100 empregos diretos no município.
Dentre os investimentos, está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, um moderno processo que substitui catalisadores químicos por enzimas de alta eficiência. Essa abordagem mais limpa e precisa permitirá um ganho de produtividade, maior flexibilidade no uso de matérias-primas diversas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado, e a conversão de subprodutos, que antes eram comercializados separadamente, em mais biodiesel. O projeto começa a ser implementado neste ano e tem conclusão prevista para meados de 2026.
“Investimos para aprimorar ainda mais um produto que já tem reconhecimento de excelência no mercado e para nos mantermos na vanguarda de um setor em plena expansão”, afirma Alexandre Pereira, diretor da Biopower. “Essa modernização nos dará mais eficiência e elasticidade produtiva, garantindo nossa competitividade para atender a uma demanda por biodiesel que, certamente, continuará crescendo”, completa. O anúncio ocorre em um momento especial para a operação, já que a unidade de Mafra alcançou recentemente a marca de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos.
O aumento na demanda por biodiesel, impulsionado pela legislação vigente que prevê a elevação da mistura para 20% (B20) até 2030, acontece em um momento de crescimento histórico dos biocombustíveis no Brasil. Atualmente, a mistura está em 15%. É nesse cenário de expansão que o investimento da Biopower se posiciona, preparando a companhia para capturar as novas oportunidades e contribuir para a meta do país de se consolidar cada vez mais como uma potência em energia limpa. Em 18 anos de atuação, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂.
A Biopower também avança em novas frentes que contribuem para a descarbonização do transporte marítimo. A definição de metas globais da Organização Marítima Internacional (IMO), que busca atingir emissões líquidas zero no setor até 2050, abre espaço para combustíveis sustentáveis, e a empresa está preparada para atender essa demanda. O biodiesel se apresenta como uma alternativa viável e imediata ao diesel naval tradicional, podendo ser utilizado sem a necessidade de adaptação nas embarcações e com o mesmo desempenho e custo competitivo em relação a outras tecnologias.
Além disso, a Biopower conta com certificação e rastreabilidade internacional, como o selo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), requisito para o mercado europeu, e a Certificação EPA (Environmental Protection Agency), dos Estados Unidos. “À medida que o mundo acelera a transição para uma matriz energética mais limpa, queremos ser referência em soluções reais e acessíveis. Além do aumento da mistura para B20 nos próximos anos, o mercado de descarbonização naval surge como uma frente estratégica, que nos inspira a continuar inovando e ampliando nosso papel na construção de um futuro mais sustentável”, afirma Pereira.
A Biopower é exemplo do modelo econômico circular aplicado pela JBS em seus negócios: extrair valor do que era considerado descarte. Hoje, cerca de 99% de cada bovino processado pela companhia é aproveitado. Em aves e suínos, esse percentual é de quase 95%. Isso alimenta um ciclo virtuoso que combina reaproveitamento de matéria-prima, criação de empregos e redução de impactos logísticos e ambientais. A atuação também fortalece a economia regional, com operações 24 horas por dia, e cerca de 300 colaboradores diretos nas três unidades da empresa.
Para o diretor da Biopower, a tecnologia é essencial, mas ganha ainda mais força quando aliada ao talento e à dedicação das pessoas que fazem a empresa acontecer. “A tecnologia é uma ferramenta, mas a inovação nasce das pessoas. Temos um time que não somente opera, mas que cria, melhora e supera desafios. Foi essa expertise que nos permitiu, por exemplo, ser pioneiros no uso de diferentes tipos de matéria-prima. É esse conhecimento que representa nosso ativo mais valioso e que nos diferencia da concorrência”.
Biopower em números
3 usinas: Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC)
5ª maior capacidade produtiva do Brasil: mais de 900 milhões de litros
Projeção de produção recorde em 2025: mais de 650 milhões de litros
Presença nacional: entregas em mais de 22 estados
Presença da JBS em MT
A JBS está presente em 13 municípios mato-grossenses: Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Campo Verde, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara, Pedra Preta, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, e é responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos no estado. Com atuação destacada nas indústrias de bovinos, aves e suínos, a companhia também opera em áreas como produção de couros, transporte e agregação de valor.