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Várzea Grande

Presidente da Câmara faz balanço de 2025 e reafirma compromisso com o desenvolvimento de VG

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Várzea Grande

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), apresentou um balanço das atividades do Legislativo ao longo de 2025, destacando os avanços conquistados, os desafios enfrentados e o trabalho coletivo realizado pelos vereadores e vereadoras em prol do município.

Segundo o presidente, o ano foi marcado por muito diálogo, responsabilidade institucional e foco no desenvolvimento de Várzea Grande, sempre com atenção às demandas da população. “É com grande satisfação que compartilho as conquistas e desafios de 2025. Trabalhamos incansavelmente para representar os interesses da nossa comunidade e promover o desenvolvimento da cidade”, afirmou.

Um dos principais marcos do ano foi a mudança para a nova sede do Legislativo, considerada um passo importante para melhorar o atendimento ao cidadão. O novo espaço oferece mais conforto e acessibilidade, além de contar com sala de imprensa, ouvidoria, estrutura moderna para feiras e eventos, Escola do Legislativo, ensino para jovens e adultos, sistema de tecnologia própria e o Museu do Operário, que preserva a história do município.

Ao longo de 2025, temas relevantes para a sociedade estiveram no centro dos debates, como os direitos dos idosos, infraestrutura, saúde, direitos das pessoas com deficiência, segurança pública e o atendimento às populações mais vulneráveis. Wanderley Cerqueira destacou ainda o fortalecimento da participação popular, ressaltando que a transparência e o envolvimento da sociedade foram pilares da gestão, com recorde na realização de audiências públicas.

Outro avanço importante mencionado pelo presidente foi a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da educação, considerado uma conquista histórica para a valorização da categoria. Ele reconheceu que, em razão do encerramento do ano legislativo, não houve tempo hábil para analisar projetos de outras categorias, mas garantiu que o tema será prioridade em 2026.

“Agradeço a todos os vereadores e vereadoras pelo compromisso e dedicação na aprovação de projetos importantes, sempre buscando o bem-estar da população. Reconhecemos os desafios, mas reafirmamos nosso compromisso de continuar trabalhando com paixão e responsabilidade para construir um futuro melhor para Várzea Grande”, concluiu.

Ao final da mensagem, o presidente desejou um Feliz Ano Novo a toda a população várzea-grandense, reforçando a confiança em um novo ciclo de trabalho, diálogo e avanços para o município.

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Várzea Grande

Sem provas, juiz nega condenar Walace em ação de R$ 16 mi

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O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, julgou improcedente o pedido do Ministério Público para condenar o ex-deputado estadual, Walace Guimarães, acusado de receber R$ 16.513.113,56 milhões em “mensalinho”.

O magistrado concluiu que o MP não apresentou provas suficientes de que Walace tenha, de fato, participado do suposto esquema de propina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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A sentença foi publicada na terça-feira (17).

Na ação, o MP sustentou que o esquema teria sido abastecido a partir de recursos desviados por meio de contratos simulados firmados pela ALMT, envolvendo empresas de diversos setores. O chamado “mensalinho” era pago aos deputados estaduais para que apoiassem os projetos do governo estadual.

Com relação a Walace, o Ministério Público apontou que ele recebeu R$ 3,4 milhões (hoje atualizados em R$ 16,5 milhões), entre fevereiro de 2007 e 2011.

Ao analisar o conjunto de provas, o juiz afirmou, contudo, que o Parquet não conseguiu comprovar que Walace recebeu vantagens indevidas.

De acordo com o magistrado, as provas dos autos foram produzidas de forma unilateral, como as declarações prestadas nas delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa e do ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva.

O MP chegou a apresentar uma planilha elaborada por Riva, na qual listou os deputados que teriam aderido ao esquema, bem como as notas promissórias assinadas por Walace para a aquisição dos materiais adquiridos através dos contratos suspeitos. No entanto, os elementos não foram corroborados por outras provas, não tiveram força para justificar a condenação do ex-deputado, segundo o juiz.

“Nesse contexto, a prova indiciária apresentada pelo Ministério Público, restrita a atestados de recebimento de materiais supostamente destinados ao gabinete do requerido, não se revela suficientemente robusta para demonstrar, de forma segura e indene de dúvida razoável, que o réu tenha percebido vantagem indevida durante todo o extenso lapso temporal indicado”, observou o magistrado.

Ainda sobre os atestados de recebimento, o juiz afirmou que mesmo havendo indícios de superfaturamento – diante da quantidade considerável de materiais gráficos adquiridos para o gabinete de Walace – tal prática era um ato administrativo comum à época dos fatos, descartando qualquer hipótese de danos ao erário.

“Com efeito, o simples recebimento de materiais, sem comprovação de superfaturamento ou não entrega, não configura ato de improbidade. E, no caso em apreço, o Ministério Público não apresentou elementos que demonstrem desvios específicos ligados ao réu”, frisou.

A sentença ainda destacou que nem mesmo a condenação criminal oriunda da Operação Imperador, que apurou possíveis desvios na ALMT, pode atestar a participação do ex-deputado nas irregularidades, uma vez que Walace não foi mencionado nas fraudes reconhecidas naquele processo.

Diante da ausência de provas robustas, o juiz negou condenar o ex-deputado.

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