Nome Cotado
Leandro Manduca é cotado para assumir Secretaria de Comunicação em Várzea Grande
Jornalista com mais de duas décadas de atuação no serviço público municipal é apontado como possível novo secretário de Comunicação da gestão Flávia Moretti.
Várzea Grande
O jornalista Leandro Manduca passou a ser cotado para assumir a Secretaria de Comunicação de Várzea Grande. Com uma trajetória consolidada no município, ele reúne experiência na comunicação institucional, na articulação política e na gestão pública, acumuladas ao longo de mais de duas décadas de atuação.
Natural de Umuarama, no Paraná, Manduca mudou-se para Várzea Grande aos 7 anos de idade, onde reside há 32 anos. Formado em Jornalismo, construiu sua carreira atuando em diversas empresas de comunicação e desenvolveu, desde cedo, ligação direta com a política e a administração pública.
No setor público municipal, soma 22 anos de atuação na Prefeitura de Várzea Grande, período em que ocupou diferentes cargos estratégicos, mesmo sem vínculo efetivo por concurso. Ao longo desse tempo, destacou-se por funções ligadas à comunicação, assessoria política e gestão administrativa. Também possui formação complementar em artes cênicas, marketing e assessorias.
Na Câmara Municipal de Várzea Grande, teve duas passagens marcantes. A primeira ocorreu no ano 2000, quando iniciou como assessor parlamentar. Anos depois, em 2021, retornou à Casa como assessor especial de imprensa, chegando a ser responsável pela assessoria geral de comunicação do Legislativo.
Além da atuação institucional, Manduca também acumulou experiência no setor privado. Ele foi diretor de comunicação e assessor pessoal da dupla sertaneja Cléber e Cauan, coordenando a assessoria de imprensa e a imagem dos artistas em nível nacional.
Atualmente, exerce a função de assessor direto da prefeita Flávia Moretti e está à frente da Superintendência de Cultura do município. Sua trajetória inclui ainda cargos como subsecretário de Comunicação, secretário de Assuntos Estratégicos e chefe de gabinete do prefeito.
Manduca também manteve atuação relevante em entidades de classe. Durante nove anos, foi assessor de imprensa da OAB Várzea Grande, período em que Flávia Moretti presidia a subseção. Em gestões anteriores, como a do ex-prefeito Tião da Zaeli, ocupou cargos de confiança, entre eles o de chefe de gabinete e assessor pessoal.
Mesmo após uma experiência fora do estado, quando atuou em Goiânia como assessor e produtor geral de shows nacionais, retornou a Várzea Grande para reassumir funções ligadas à comunicação e à assessoria política, áreas nas quais construiu sua especialização.
A possível nomeação ainda não foi oficializada, mas o nome de Leandro Manduca circula com força nos bastidores políticos como um dos principais cotados para comandar a Secretaria de Comunicação da atual gestão municipal.
Apesar da repercussão nos bastidores, a possível nomeação de Leandro Manduca não passa, até o momento, de uma articulação informal. A informação é tratada como boato de bastidor, sem qualquer confirmação oficial por parte da Prefeitura de Várzea Grande
Várzea Grande
Sem provas, juiz nega condenar Walace em ação de R$ 16 mi
O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, julgou improcedente o pedido do Ministério Público para condenar o ex-deputado estadual, Walace Guimarães, acusado de receber R$ 16.513.113,56 milhões em “mensalinho”.
O magistrado concluiu que o MP não apresentou provas suficientes de que Walace tenha, de fato, participado do suposto esquema de propina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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A sentença foi publicada na terça-feira (17).
Na ação, o MP sustentou que o esquema teria sido abastecido a partir de recursos desviados por meio de contratos simulados firmados pela ALMT, envolvendo empresas de diversos setores. O chamado “mensalinho” era pago aos deputados estaduais para que apoiassem os projetos do governo estadual.
Com relação a Walace, o Ministério Público apontou que ele recebeu R$ 3,4 milhões (hoje atualizados em R$ 16,5 milhões), entre fevereiro de 2007 e 2011.
Ao analisar o conjunto de provas, o juiz afirmou, contudo, que o Parquet não conseguiu comprovar que Walace recebeu vantagens indevidas.
De acordo com o magistrado, as provas dos autos foram produzidas de forma unilateral, como as declarações prestadas nas delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa e do ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva.
O MP chegou a apresentar uma planilha elaborada por Riva, na qual listou os deputados que teriam aderido ao esquema, bem como as notas promissórias assinadas por Walace para a aquisição dos materiais adquiridos através dos contratos suspeitos. No entanto, os elementos não foram corroborados por outras provas, não tiveram força para justificar a condenação do ex-deputado, segundo o juiz.
“Nesse contexto, a prova indiciária apresentada pelo Ministério Público, restrita a atestados de recebimento de materiais supostamente destinados ao gabinete do requerido, não se revela suficientemente robusta para demonstrar, de forma segura e indene de dúvida razoável, que o réu tenha percebido vantagem indevida durante todo o extenso lapso temporal indicado”, observou o magistrado.
Ainda sobre os atestados de recebimento, o juiz afirmou que mesmo havendo indícios de superfaturamento – diante da quantidade considerável de materiais gráficos adquiridos para o gabinete de Walace – tal prática era um ato administrativo comum à época dos fatos, descartando qualquer hipótese de danos ao erário.
“Com efeito, o simples recebimento de materiais, sem comprovação de superfaturamento ou não entrega, não configura ato de improbidade. E, no caso em apreço, o Ministério Público não apresentou elementos que demonstrem desvios específicos ligados ao réu”, frisou.
A sentença ainda destacou que nem mesmo a condenação criminal oriunda da Operação Imperador, que apurou possíveis desvios na ALMT, pode atestar a participação do ex-deputado nas irregularidades, uma vez que Walace não foi mencionado nas fraudes reconhecidas naquele processo.
Diante da ausência de provas robustas, o juiz negou condenar o ex-deputado.