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Treinamento aprimora rotina de cadastros e atendimento nas UBSs
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Durante esta quarta e quinta-feira (26 e 27), recepcionistas da Atenção Básica mergulham na atualização dos cadastros de pacientes e de domicílios no Sistema de Gestão Municipal (GMUS). A ferramenta é utilizada diariamente nas unidades e possibilita o registro rápido e seguro das informações, bem como o envio em tempo real, fortalecendo a organização dos dados e a qualidade do atendimento.
O encontro reforçou a necessidade de manter os cadastros sempre atualizados no sistema, garantindo um atendimento mais ágil, organizado e preciso para a população. Durante a formação, as recepcionistas receberam orientações práticas sobre como realizar corretamente a atualização dos dados no GMUS — desde informações pessoais e endereço até composição familiar e registros de mudança de território.
Foram detalhadas também as etapas de inclusão e exclusão de moradores, além dos procedimentos para registrar alterações na estrutura ou nas condições do domicílio. Outro ponto enfatizado foi o lançamento adequado das visitas domiciliares no sistema, assegurando que todas as famílias estejam cadastradas e devidamente acompanhadas pelas equipes de saúde.
“A atualização precisa desses dados que contribuem diretamente para o planejamento das ações da Atenção Básica, permitindo que o Município identifique demandas, programe atendimentos e fortaleça políticas voltadas à população”, destacou Maicon Calixto, que atua no setor administrativo da Atenção Básica.
De acordo com Kamila Mello, técnica em suporte local da GMUS, o objetivo é garantir que os recepcionistas, responsáveis pelo primeiro contato com os usuários, estejam preparados para realizar cadastros seguros, completos e de acordo com a realidade de cada família atendida na rede pública.
“Essa capacitação fortalece a organização do serviço e valoriza o trabalho das profissionais. Os têm um papel fundamental no fluxo da unidade. Quando o cadastro é feito com atenção e responsabilidade, todo o processo de atendimento ganha qualidade. Essa formação vem para reforçar a importância dessa etapa e garantir que a população seja acolhida e registrada da forma correta”, destacou.
O treinamento é promovido pela Prefeitura de Sorriso por meio da Comissão de Integração de Ensino e Serviço (CIES).
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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel
Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes
Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.
A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.
O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.
“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.
Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.
Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.
Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.