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Sorriso amplia patrimônio artístico com entrega de sete novas esculturas até o fim do semestre
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Com 41 obras já instaladas, município fortalece identidade cultural e transforma esculturas em atrativos turísticos espalhados pela cidade
Quem caminha por Sorriso pode até não perceber de imediato, mas a cidade fala por meio da arte. Esculturas espalhadas em pontos estratégicos do município revelam histórias, símbolos e identidades que agora ganham ainda mais força com a chegada de novas obras ao espaço urbano.
O município, que já conta com 41 esculturas artísticas distribuídas em diferentes pontos da cidade, irá ampliar esse patrimônio cultural com a entrega de mais sete novas obras até o fim do primeiro semestre de 2026. As esculturas serão instaladas em locais estratégicos, valorizando espaços urbanos e fortalecendo a identidade cultural local.
Os novos projetos foram selecionados por meio de editais do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) e avaliados pelo Conselho Municipal de Cultura, através da Câmara Setorial de Fortalecimento da Identidade Cultural de Sorriso como Patrimônio Histórico. Cada artista recebeu cerca de R$ 20 mil para a criação e montagem das obras, que devem estar totalmente instaladas até julho deste ano.
Para o secretário adjunto de Cultura, Francisco Guimarães, as esculturas cumprem um papel que vai além da estética urbana. “Essas obras ajudam a contar a história de Sorriso, reforçam a nossa identidade cultural e também se tornam atrativos turísticos. A proposta é que as pessoas circulem pela cidade, visitem os pontos onde as esculturas estão instaladas e conheçam um pouco mais sobre a arte e os artistas que representam o município”, disse.
Como forma de aproximar ainda mais a população e os visitantes das obras, as esculturas receberão QR Codes, que permitirão o acesso à história por trás de cada criação, informações sobre o artista e o significado da obra.
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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel
Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes
Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.
A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.
O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.
“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.
Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.
Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.
Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.