Sorriso
Oficialmente inaugurado o Laboratório Municipal de Análises Clínicas Dr. Bernardo Scarsinski
Sorriso
“Uma homenagem merecida e que traduz quem foi meu pai: um homem extraordinário, apaixonado pela medicina e pelas pessoas. Para ele, pacientes nunca foram número, sempre foram rostos, famílias, histórias, gente”. A declaração é da médica Tatiana Scarsinski, filha de Bernardo Scarsinski, profissional que nomeia o Laboratório Municipal de Análises Clínicas de Sorriso, inaugurado nesta manhã, 12 de março.
Gestor da pasta de Saúde, o médico Vanio Jordani, destaca que o laboratório condiz com quem foi Bernardo: um homem que doava-se em tudo o que fazia. “Nós temos certeza que esse prédio abrigará mais do que dados, cuidará de gente; tanto que a unidade atende desde janeiro, antes mesmo de ser oficialmente inaugurada”, frisa.
Hoje o Laboratório Municipal de Análises Clínicas Bernardo Scarsinski tem capacidade para realizar até 1,5 mil exames dia. Vanio destaca que o laboratório é um grande avanço. Para ele, o laboratório próprio propicia uma resolutividade e maior conforto e rapidez para os usuários da rede SUS.
O local, construído entre a UPA Sara Akemi Ichicava e a Farmácia Cidadã Central Takeo Watanabe conta com um terreno de 765.78m²; no local já havia uma área construída de 251,32², foram ampliados mais 180,70², chegando a uma área total construída de 432,02m² com a aplicação de R$ 1.753.653,22 de recursos próprios do Município.
O espaço conta com recepção, sala de espera, triagem, imunologia bioquímica e hematologia, seis boxes de coleta (adulto e infantil), classificação de amostras. O prefeito Alei Fernandes pontua que o laboratório é completo, com equipamentos modernos que permitem ao Município a realização de vários exames clínicos.
“Esse é um investimento essencial no cuidado com a saúde da nossa população; é uma alegria imensa inaugurar um espaço como esse; e precisamos lembrar que vai além do prédio, temos um alto investimento em equipamentos e em pessoal capacitado para atender de forma humanizada”, salienta Alei.
Além do laboratório, adianta o gestor, também serão disponibilizados pontos de coleta de material em locais estratégicos da área urbana e um no Distrito de Primavera. “A intenção é levar o serviço de saúde cada vez mais próximo da população; com a instalação dos pontos o paciente poderá optar por realizar a coleta no local mais próximo de sua casa”, relata o prefeito. “
Estamos com várias frentes de investimento em saúde, hoje podemos dizer com orgulho que o Município de Sorriso está ofertando e ampliando um grande complexo de saúde pública municipal voltado ao atendimento da população”, completa o vice-prefeito, Acácio Ambrosini que lembra que “ sugestão do nome foi do vereador Wanderlei Paulo e é uma homenagem merecida”.
Desde janeiro o laboratório atende das 06 às 17 horas de segunda a sexta para suporte aos pacientes atendidos pela rede pública municipal. Coordenador da unidade, Jader Cerqueira Paulino, destaca que 16 profissionais atuam no laboratório. “Temos capacidade diária para coleta de 1,5 mil exames chegando a 33 mil exames mês”, acrescenta. .
ale ressaltar que o laboratório está equipado para realizar exames de dosagens hormonais, testes sorológicos, testes bioquímicos, exames hematológicos, teste do pezinho e questões de metabolismo, análises de anatomia patológica.
O projeto de ampliação e reforma foi elaborado pela equipe técnica da Secretaria de Cidade (Semcid) e conta com área de urinálise e parasitologia, descontaminação, ala administrativa, setor de emissão para laudos, depósito de materiais, área de descarte tanto para lixo hospitalar quanto comum e hospitalar, banheiros e área de limpeza geral.
Além do Laboratório de Análises Clínicas, o prédio também é a sede do Laboratório Municipal de Arboviroses, instalado no espaço em maio de 2025.
A homenagem
A escolha do nome do Dr. Bernardo Scarsinski se deu pela da Lei nº 3.729 de 24 de julho de 2025 como forma de reconhecimento e agradecimento ao legado profissional do médico. A homenagem foi uma sugestão do vereador Wanderlei Paulo.
Bernardo foi imigrante, chegou ao Brasil, ao Rio Grande do Sul, como refugiado de conflitos na Europa. Aprendeu a ler e escrever já adulto. Autodidata, foi aprovado para cursar medicina na Universidade Federal de Pelotas. Após formado, mudou para o Mato Grosso onde atuou por 40 anos, os últimos 20 anos escolheu residir em Sorriso onde atuou tanto no Hospital Regional como na rede municipal.
Doutor Bernardo atuou na rede pública de Sorriso de fevereiro de 2004 a janeiro de 2012. Foram oito anos de dedicação intensa, nos quais construiu laços verdadeiros com pacientes, colegas e toda a equipe de saúde. O médico faleceu em novembro de 2020, aos 78 anos, vítima da Covid-19. Tatiana ressalta que o pai trabalhou até a última semana: antes de ele mesmo precisar de ajuda atuou no Hospital de Campanha e foi responsável por tratar familiares, dentre eles a esposa que se recuperou da enfermidade. “Uma semana depois ele se foi e deixou esse legado de trabalho, amor e dedicação à medicina”, diz. Além de Tatiana, Marcos, também filho de Bernardo, acompanhou a inauguração do Laboratório e a homenagem ao pai.
Sorriso
Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel
Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes
Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.
A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.
O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.
“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.
Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.
Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.
Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.