Sorriso
Município ultrapassa 1.000 atendimentos em telemedicina especializada no primeiro mês
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Em pouco mais de um mês de funcionamento, o serviço de teleconsultas especializadas de Sorriso já ultrapassou a marca de 1.050 atendimentos, mostrando que a tecnologia tem se tornado uma aliada importante para aproximar a população dos cuidados médicos. São apenas 32 dias de implementação, mas os resultados já revelam uma mudança na rotina de pacientes que antes enfrentavam longas esperas ou precisavam viajar para conseguir atendimento com especialistas.
As consultas foram realizadas em diferentes pontos da cidade, o que ajudou a facilitar o acesso de quem vive em bairros mais afastados. Foram 820 atendimentos no Ambulatório Médico Especializado (AME), 96 na Cabine Digital de Saúde, instalada em frente ao PSF Rota do Sol, e outros 18 diretamente no PSF Rota do Sol.
A demanda também revela o perfil das principais necessidades da população. Até agora, as especialidades mais procuradas foram Reumatologia (345 atendimentos), Cardiologia (336), Endocrinologia e Metabologia (251) e Psiquiatria (2).
Para o secretário municipal de Saúde, Dr. Vanio Jordani, esse recorte reflete a necessidade de acompanhamento contínuo de doenças crônicas, reforçando a importância da ferramenta digital na otimização da rede de atenção.
“Embora ainda em fase inicial, o programa já atingiu quase 50% da meta estipulada, sinalizando tanto a ampla adesão dos usuários quanto a efetividade do formato adotado”, destaca Jordani.
O secretário reforça que, além de agilizar o atendimento, a telemedicina vem transformando a experiência do usuário. Com o apoio da tecnologia, moradores de diferentes bairros passaram a ter acesso a especialistas sem sair da cidade. A análise de exames, os retornos médicos e o acompanhamento de quadros mais complexos também ganharam agilidade, reduzindo filas e garantindo mais segurança no cuidado.
O serviço integra um conjunto de investimentos da Prefeitura na modernização da Saúde Digital, que inclui o fortalecimento do prontuário eletrônico, a ampliação do Tele-ECG, a expansão da Cabine Digital e a aquisição de novos equipamentos para as unidades básicas.
“A telemedicina vem para somar ao atendimento presencial, garantindo resolutividade. Esse primeiro balanço mostra que estamos no caminho certo. Nosso compromisso é aperfeiçoar continuamente o serviço para que cada sorrisense tenha acesso rápido e qualificado ao cuidado que precisa”, reforça Jordani.
Com resultados positivos logo na largada, a gestão já projeta novas etapas para o serviço, com a meta de alcançar 2.500 teleconsultas até fevereiro de 2026. Entre as prioridades estão a ampliação da oferta de neuropediatria, neurologia e psiquiatria, especialidades cuja demanda cresce a cada mês.
A Prefeitura também planeja reforçar a infraestrutura de conectividade, melhorar a estabilidade das consultas, integrar ainda mais as equipes das unidades básicas ao fluxo digital e expandir os pontos de atendimento remoto, garantindo que a telemedicina chegue a todas as regiões do Município.
Sorriso
Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel
Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes
Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.
A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.
O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.
“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.
Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.
Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.
Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.