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Município amplia medidas preventivas contra arboviroses

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O enfrentamento às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, continua sendo um dos principais desafios de saúde pública em Sorriso. Embora as ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental, sejam contínuas e estratégicas, o sucesso no controle do mosquito transmissor depende diretamente do engajamento da população.

Entre as medidas adotadas está a aplicação da técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes), que está sendo realizada em escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis), locais considerados estratégicos por concentrarem grande circulação de pessoas. Mesmo durante o período de recesso escolar, as equipes mantiveram o trabalho ativo, aproveitando a ausência de alunos para intensificar as ações preventivas. Até o momento, mais de 25 espaços públicos já receberam a aplicação.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental, Claudete Damasceno, a técnica utiliza inseticida de longa duração aplicado em superfícies internas como paredes, rodapés e áreas embaixo dos móveis. “O produto permanece ativo por até quatro meses, formando uma barreira química. Quando o mosquito entra em contato com essas superfícies, acaba morrendo, o que reduz significativamente a circulação do vetor nas chamadas áreas quentes do município”, explica.

A borrifação será executada em três ciclos, com reaplicações a cada quatro meses, seguindo protocolos rigorosos de segurança, incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e ferramentas devidamente calibradas para garantir eficácia e cobertura uniforme. Em uma segunda etapa, o cronograma prevê a inclusão das escolas estaduais e, posteriormente, outros locais com grande fluxo de pessoas, como praças e locais públicos.

Claudete ressalta ainda que, apesar da redução no número de notificações neste início de ano após um fechamento considerado preocupante no ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que o cenário ainda exige atenção constante e intensificação das ações preventivas.

“Estamos investindo em tecnologias e estratégias eficazes para proteger a população, mas nenhuma ação do poder público é suficiente se não houver a participação ativa da comunidade. Cada morador precisa fazer a sua parte, eliminando focos de água parada e cuidando do seu espaço. A prevenção começa dentro de casa!”, frisa Claudete.

A Vigilância Ambiental destaca ainda que o combate ao mosquito deve ser diário e integrado, envolvendo setores como saúde, educação, saneamento e limpeza urbana. A orientação à população segue como parte fundamental do trabalho de prevenção de enfrentamento às arboviroses em Sorriso.

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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel

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Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes

Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.

A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.

A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.

O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.

“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.

Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.

Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.

Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.

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