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Mulheres representam 42% dos MEIs em Sorriso

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Levantamento do CAE aponta que, dos 11.336 microempreendedores individuais ativos no município, 4.719 são mulheres

Sorriso tem no empreendedorismo feminino uma força que vai além dos números. Está nas vitrines, nos salões de beleza, nas lojas, nas bancas de acessórios e nas redes sociais. Está na coragem de quem transforma talento em renda e sonho em negócio.

Levantamento realizado pelo CAE – Centro de Atendimento Empresarial de Sorriso, que oferece gratuitamente serviços de apoio e orientação aos empreendedores, revela que, dos 11.336 Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos no município, 4.719 são mulheres. O número representa 42% do total de empreendedores formalizados na cidade.

As principais áreas de atuação das mulheres empreendedoras estão concentradas nos segmentos de beleza, vestuário, acessórios e vendas, setores de criatividade, inovação e conexão direta com o público consumidor.

Para a secretária adjunta de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Cristiane Santos, a presença feminina no empreendedorismo traz uma visão inovadora, sensível e ampla de negócios. “As mulheres têm uma visão diferenciada, atenta aos detalhes, ao relacionamento com o cliente e à inovação. Elas empreendem, muitas vezes, conciliando múltiplas responsabilidades, e ainda assim conseguem transformar desafios em oportunidades”, disse Cristiane.

Segundo o coordenador do CAE, Leonardo Kozak o Centro está de portas abertas para apoiar quem deseja iniciar ou fortalecer seu negócio. “Nosso papel é orientar, informar e facilitar o caminho para quem quer empreender. Queremos que cada vez mais mulheres tenham acesso à formalização, crédito e capacitação. Empreender também é um ato de autonomia e transformação social”, explica.

O CAE oferece gratuitamente serviços como formalização de MEI, emissão de guias, orientações sobre linhas de crédito e capacitações.

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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel

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Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes

Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.

A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.

A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.

O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.

“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.

Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.

Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.

Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.

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