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Monitoramento, prevenção e educação marcaram o ano da Vigilância Ambiental

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Ao longo de 2025, o Município de Sorriso reforçou de forma expressiva as ações de Vigilância em Saúde Ambiental, com trabalho contínuo em campo, prevenção de doenças e envolvimento direto da comunidade. Entre janeiro e 9 de dezembro, as equipes atuaram em praticamente todos os bairros da cidade, alcançando resultados que fortalecem a saúde pública e o bem-estar da população.

Somente no trabalho de campo, foram 213.667 imóveis trabalhados, demonstrando a abrangência das ações. Deste total, 10.287 imóveis foram recuperados, enquanto 442 receberam tratamento focal, estratégia fundamental no combate ao mosquito Aedes aegypti. As equipes também identificaram 3.133 amostras positivas, o que possibilitou intervenções rápidas e direcionadas, reduzindo riscos de surtos de arboviroses.

Um dos grandes destaques do ano foi a implantação e ampliação do uso das ovitrampas, importantes ferramentas para monitorar a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ao todo, 505 ovitrampas foram instaladas em diferentes regiões do município, resultando na coleta de 27.323 ovos analisados em laboratório. A instalação ocorreu de forma gradual, alcançando dezenas de bairros urbanos e distritos, o que fortaleceu o mapeamento de áreas de risco e a tomada de decisões estratégicas.

Além do monitoramento, o trabalho preventivo envolveu bloqueios em 53 casos suspeitos de arboviroses, ações conjuntas com a Secretaria de Obras para limpeza de bocas de lobo, e atividades em pontos estratégicos, realizadas quinzenalmente. Essas iniciativas reduzem criadouros e interrompem o ciclo de transmissão de doenças.

A Vigilância em Saúde Ambiental também esteve presente em escolas, unidades de saúde, grupos da Academia da Saúde e salas de espera das UBS, promovendo ações educativas e orientações à população, inclusive em parceria com projetos comunitários, como o Projeto Dengue do Rotary, fortalecendo a conscientização desde a infância.

No cuidado com a saúde animal e a proteção coletiva, a Campanha de Vacinação Antirrábica alcançou resultados expressivos. Foram vacinados 18.549 animais, sendo 14.469 cães e 4.080 gatos, o que representa 80,65% da meta prevista, tanto na zona urbana quanto na rural. O resultado contribui diretamente para a prevenção da raiva, uma doença grave e fatal.

As equipes também realizaram 21 vistorias para coleta e identificação de animais peçonhentos, com 54 espécimes coletados, além de 141 testes rápidos para leishmaniose visceral canina, todos com resultado negativo, reforçando o controle e a vigilância epidemiológica no município.

“Com planejamento, trabalho técnico e presença constante nos bairros, a Vigilância em Saúde Ambiental segue desempenhando um papel essencial na prevenção de doenças e na promoção da qualidade de vida. Os resultados de 2025 demonstram que o cuidado com a saúde vai além do atendimento, passando pela prevenção, informação e atuação direta onde a população vive”, finaliza Claudete Damasceno, coordenadora de Vigilância Ambiental.

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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel

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Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes

Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.

A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.

A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.

O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.

“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.

Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.

Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.

Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.

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