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Estudantes do Senac vivenciam rotina do SAMU em atividade prática
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A teoria ganhou núcleos de urgência e o som de sirenes nesta segunda-feira (17), quando a Base Descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Sorriso abriu suas portas para receber os alunos do curso de Técnico em Enfermagem do Senac.
Longe das salas de aula, os alunos aliaram o conhecimento teórico e a realidade da linha de frente com as práticas específicas do atendimento pré-hospitalar (APH). A atividade apresentou, além da complexidade do serviço, a responsabilidade e o coração que regem cada resgate.
Um dos momentos cruciais da visita foi a orientação sobre o funcionamento correto do SAMU. Os estudantes, acompanhados pela professora Sara Carvalho Lima, aprenderam que a primeira ajuda começa antes mesmo da ambulância sair: na ligação.
Durante a visita, os alunos compreenderam a importância de uma ligação objetiva, segura e responsável no atendimento às urgências e emergências com instrutores, reforçando que a calma e a clareza de quem liga podem ser determinantes para salvar uma vida.
A programação foi um mergulho completo na rotina da base. Os alunos puderam conhecer a estrutura e o funcionamento do serviço, as atribuições das equipes e, de perto, as “estrelas” do APH, bem como a visita às ambulâncias: Alfa – Unidade de Suporte Avançado e Bravo – Unidade de Suporte Básico, onde a tecnologia e o preparo se unem para o salvamento.
Para encerrar, os futuros técnicos em enfermagem participaram de uma roda de conversa com os profissionais, com momentos de esclarecimentos e tira-dúvidas, além de assistirem a uma simulação realista de atendimento a uma vítima de trauma.
A cena, que cobriu a abordagem em Suporte Básico de Vida (SBV) e o posterior acionamento do Suporte Avançado (SAV), permitiu aos estudantes sentirem a adrenalina e a resolução de momentos mais críticos, como destaca a coordenadora da Base, Marisa Antunes Lauermann.
“A vivência prática proporcionada é vista como um pilar fundamental para a formação técnica desses profissionais. A atividade proporcionou uma vivência prática fundamental para sua formação técnica e para o entendimento da importância do atendimento pré-hospitalar”, afirmou Marisa.
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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel
Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes
Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.
A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.
O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.
“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.
Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.
Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.
Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.