MINHA RUA É SHOW DE BOLA
Em celebração na Rua Lages, prefeito confirma quatro telões e inclui via sem asfalto para próximo jogo
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou a instalação de quatro telões em quatro novas ruas da capital para o próximo jogo da Seleção Brasileira, incluindo uma via sem asfalto. O anúncio foi feito durante a celebração na Rua Lages, no bairro CPA 1, vencedora da campanha Minha Rua é Show de Bola, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, nesta terça-feira (24). A seleção entra em campo na próxima segunda-feira (29).
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Durante o jogo, a rua se tornou ponto de encontro para moradores de diferentes gerações, celebrando a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia. O prefeito de Cuiabá chegou ao local pouco depois da entrada de Neymar em campo e acompanhou a reta final da partida ao lado dos moradores.
“O cuiabano não sai do frio para nada e o povo está nas ruas assistindo aos jogos nos telões. Esse é o símbolo da resistência cuiabana. Eu fico muito feliz de trazer essa alegria. No próximo jogo serão quatro telões em quatro vias diferentes, inclusive em uma rua sem asfalto. Eles não pintam o chão, mas pintam as casas, colocam bandeirolas. Vamos valorizar toda a nossa cidade e toda a comunidade que participa desse projeto”, declarou o prefeito.
Além da estrutura para exibição da partida, a Prefeitura disponibilizou tendas, cadeiras e água para garantir mais conforto ao público, especialmente por conta da chuva registrada durante o evento. Além da vitória, os torcedores vibraram com a presença de Neymar em campo.
Um dos responsáveis pela mobilização da comunidade foi Valdeir de Freitas, conhecido como Dedalove. Ele contou que a ideia surgiu da vontade de fortalecer os laços entre os vizinhos e promover momentos de convivência.
“Sou paulista e lá temos muito esse costume. Quando me mudei para cá, percebi que a rua tinha muitos idosos e faltavam atividades que unissem os moradores. Então, junto com minha vizinha, meu irmão e minha cunhada, decidimos decorar a rua para a Copa. Mobilizamos amigos e conhecidos da região para ajudar na pintura, compartilhar a campanha e pedir votos. Graças a Deus, deu tudo certo. Também ganhamos um concurso de rua mais decorada, e o prêmio vai ajudar na confraternização da comunidade”, relatou.
Moradora da Rua Lages há 46 anos, Maria Dias, de 72 anos, afirmou que já acompanhou diversas Copas do Mundo, mas considera a edição de 2026 uma das mais especiais.
“Está sendo muito bom. Os jovens da rua trabalharam bastante para que tudo isso acontecesse. Hoje somos como uma família. Ver os vizinhos reunidos, participando e comemorando juntos é motivo de muita felicidade.”
Outra participante ativa da decoração foi Luanda Souza. Segundo ela, a iniciativa conseguiu mobilizar moradores de todas as idades.
“Acho que é uma iniciativa muito pertinente da Prefeitura porque consegue mobilizar os vizinhos, promover a confraternização e ainda resgatar no brasileiro a satisfação de torcer pela Seleção. O mais importante foi ver todos trabalhando juntos”, destacou.
Entre os torcedores estava também Robson Santos, conhecido como Binho, de 31 anos, que demonstrou confiança na campanha brasileira rumo ao hexa.
“O ataque da Seleção é muito forte. Temos grandes jogadores e um técnico extremamente qualificado. Acredito que o Brasil pode chegar longe e até conquistar o título”, avaliou.
A campanha Minha Rua é Show de Bola retomará o concurso para a escolha das novas ruas decoradas para a transmissão do jogo do Brasil na próxima segunda-feira (29). Os moradores das vias selecionadas acompanharão, nos telões da Prefeitura, o Brasil enfrentar o segundo colocado do Grupo F, às 14h, horário de Brasília.
Cidades
LBI: um marco para a cidadania e a dignidade
No dia 6 de julho celebramos a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um marco na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Mais do que uma legislação, a LBI representa uma mudança de olhar, reafirmando que a deficiência não pode ser tratada como limitação para o exercício da cidadania, mas como um compromisso coletivo de eliminar barreiras e construir oportunidades.
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É justamente essa compreensão que orienta a minha atuação na Câmara Municipal de Cuiabá. A inclusão não acontece apenas quando reconhecemos direitos no papel. Ela se concretiza quando transformamos esses direitos em políticas públicas, em informação acessível, em atendimento humanizado e em respeito à diversidade humana.
Foi com esse propósito que apresentei leis voltadas para fortalecer a autonomia e a dignidade das pessoas com deficiência e de suas famílias. A publicização da jornada do autista, por exemplo, garante que a população saiba onde buscar diagnóstico, terapias e medicamentos na rede municipal. Informação também é acessibilidade. Também aprovamos a criação da Semana Municipal de Conscientização e Responsabilidade Parental de Crianças e Adolescentes com Deficiência, reforçando que o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento dessas crianças exigem uma rede de apoio fortalecida e uma sociedade mais consciente.
Outro avanço importante foi assegurar às mulheres surdas o direito de contar com intérprete de Libras durante todo o processo de pré-parto, parto e pós-parto imediato. Humanizar o atendimento também significa garantir comunicação, autonomia e segurança em um dos momentos mais importantes da vida. Da mesma forma, a proposta de incluir o símbolo do Cordão de Girassol e outras identificações de deficiências ocultas nas sinalizações de prioridade amplia o reconhecimento de pessoas cujas necessidades nem sempre são visíveis, mas que merecem o mesmo respeito e acolhimento.
A LBI nos ensina que inclusão não é favor, nem privilégio. É um direito. E direitos só existem plenamente quando são conhecidos, respeitados e efetivamente garantidos. Ainda temos muitos desafios pela frente, desde a oferta de serviços públicos até a eliminação de preconceitos que continuam limitando vidas. Mas cada avanço demonstra que é possível construir uma cidade mais justa quando escolhemos ouvir quem historicamente foi invisibilizado.
Celebrar a Lei Brasileira de Inclusão é reconhecer as conquistas alcançadas, mas, acima de tudo, lembrar que uma sociedade verdadeiramente inclusiva é construída todos os dias, por meio de decisões, atitudes e políticas públicas que coloquem a dignidade humana acima de qualquer barreira.
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