Cuiabá
Cezinha Nascimento aparece como nova força e agita disputa pela Câmara de Cuiabá
A corrida pela presidência da Câmara de Cuiabá ganhou um novo capítulo nos bastidores. O vereador Cezinha Nascimento (União Brasil) passou a ser citado como uma alternativa fora dos grupos já consolidados, colocando ainda mais imprevisibilidade na eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, marcada para o dia 25 de agosto.
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Até então, o cenário político girava em torno de articulações lideradas por Ilde Taques (Podemos), Demilson Nogueira (PP) e Dilemário Alencar (União Brasil). Com a possível entrada de Cezinha, o tabuleiro muda e amplia as possibilidades de composição dentro da Casa.
Mesmo com o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmando publicamente que não pretende interferir no processo, a disputa ocorre majoritariamente dentro da base governista. Isso evidencia uma concorrência interna por protagonismo e controle da pauta legislativa nos próximos anos.
Outro fator que contribui para o acirramento é a decisão da atual presidente, Paula Calil (PL), de não tentar a reeleição. Sem a permanência no cargo, o caminho fica aberto para novas alianças e movimentações estratégicas entre os vereadores.
Cezinha já demonstrou, em momentos anteriores, disposição para assumir o comando do Legislativo, o que reforça seu nome como uma peça relevante nesse novo cenário. Nos corredores da Câmara, a avaliação é de que a disputa está longe de ser definida e deve ganhar intensidade nas próximas semanas.
Cidades
LBI: um marco para a cidadania e a dignidade
No dia 6 de julho celebramos a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um marco na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Mais do que uma legislação, a LBI representa uma mudança de olhar, reafirmando que a deficiência não pode ser tratada como limitação para o exercício da cidadania, mas como um compromisso coletivo de eliminar barreiras e construir oportunidades.
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É justamente essa compreensão que orienta a minha atuação na Câmara Municipal de Cuiabá. A inclusão não acontece apenas quando reconhecemos direitos no papel. Ela se concretiza quando transformamos esses direitos em políticas públicas, em informação acessível, em atendimento humanizado e em respeito à diversidade humana.
Foi com esse propósito que apresentei leis voltadas para fortalecer a autonomia e a dignidade das pessoas com deficiência e de suas famílias. A publicização da jornada do autista, por exemplo, garante que a população saiba onde buscar diagnóstico, terapias e medicamentos na rede municipal. Informação também é acessibilidade. Também aprovamos a criação da Semana Municipal de Conscientização e Responsabilidade Parental de Crianças e Adolescentes com Deficiência, reforçando que o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento dessas crianças exigem uma rede de apoio fortalecida e uma sociedade mais consciente.
Outro avanço importante foi assegurar às mulheres surdas o direito de contar com intérprete de Libras durante todo o processo de pré-parto, parto e pós-parto imediato. Humanizar o atendimento também significa garantir comunicação, autonomia e segurança em um dos momentos mais importantes da vida. Da mesma forma, a proposta de incluir o símbolo do Cordão de Girassol e outras identificações de deficiências ocultas nas sinalizações de prioridade amplia o reconhecimento de pessoas cujas necessidades nem sempre são visíveis, mas que merecem o mesmo respeito e acolhimento.
A LBI nos ensina que inclusão não é favor, nem privilégio. É um direito. E direitos só existem plenamente quando são conhecidos, respeitados e efetivamente garantidos. Ainda temos muitos desafios pela frente, desde a oferta de serviços públicos até a eliminação de preconceitos que continuam limitando vidas. Mas cada avanço demonstra que é possível construir uma cidade mais justa quando escolhemos ouvir quem historicamente foi invisibilizado.
Celebrar a Lei Brasileira de Inclusão é reconhecer as conquistas alcançadas, mas, acima de tudo, lembrar que uma sociedade verdadeiramente inclusiva é construída todos os dias, por meio de decisões, atitudes e políticas públicas que coloquem a dignidade humana acima de qualquer barreira.
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