Cultura
Frevo mistura marcha e maxixe; passos acelerados vieram da capoeira
Cultura
Nascido no Recife no fim do século XIX, o frevo mistura a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados vieram da capoeira, transformando luta em dança. O ritmo tem três variações: o frevo de rua é puramente instrumental; já o frevo-canção é acompanhado da voz; o frevo de bloco é executado por orquestras de pau e cordas, com violões, banjos e bandolins.

Grandes compositores
Essa força musical foi construída por gigantes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes. Verdadeiros patrimônios vivos, como J. Michiles, levam o nosso frevo adiante. Michiles compôs mais de 150 frevos, entre eles o hino “Vampira”.
“Num sábado desse eu estava na varanda e, de repente, eu observei uma foliona dando um bote no cangote do folião. Caíram os dois no chão, ela se levantou e foi embora. Quando ele se levantou para procurar, ela já estava longe. Aí eu: ‘acabo de assistir a um beijo de vampira’”, lembra o compositor.
O pesquisador Climério de Oliveira faz uma reflexão sobre o futuro do ritmo para as próximas gerações:
“Eu creio que o frevo, em pouco tempo, será uma cultura musical que tem um acervo grande sobre os seus fazeres, sobre as suas práticas, porque tem muita gente interessada em produzir isso. E também, o futuro, a julgar pelo que está acontecendo no presente, nós vamos ter o frevo mais em diálogo com outras culturas musicais”.
Cultura
Brasil leva festa junina a Buenos Aires para promover turismo
Os argentinos em Buenos Aires terão a oportunidade de ver uma pequena amostra de uma das mais importantes celebrações culturais brasileiras: as festas juninas.

O Obelisco, que é um monumento histórico e um dos principais cartões postais da capital portenha, será palco, nesta terça-feira (17), de apresentações culturais, quadrilha junina, música nordestina e interação com o público internacional, além da produção audiovisual para promoção turística.
O evento na Argentina conta com participação dos maiores destinos juninos do país, como o “Mossoró Cidade Junina”, no Rio Grande do Norte, e o “São João de Maracanaú”, no Ceará.
A iniciativa faz parte da promoção internacional do turismo brasileiro, em parceria com a Embratur. O objetivo, claro, é estimular a vinda de turistas durante o mês das festas juninas, período que historicamente registra menor fluxo de visitantes argentinos.
Até fevereiro deste ano, o Brasil recebeu mais de 1,2 milhão de turistas argentinos, o que mantém nosso vizinho como o principal mercado de visitantes estrangeiros. No ano passado, quando o Brasil registrou recorde de turistas de fora, com 9,2 milhões de visitantes, mais de um terço foram argentinos.
A programação desta terça-feira também terá evento oficial na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, com encontro institucional de autoridades, representantes do setor turístico e convidados estratégicos para promoção dos destinos juninos brasileiros.