Política
GT da Causa Animal amplia atuação com novos membros
Política
O Grupo de Trabalho da Causa Animal, instituído por iniciativa do deputado estadual Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), amplia sua atuação neste ano com a chegada da médica veterinária Andrea Janaína e da advogada Carla Fahima, que se somam ao trabalho já desenvolvido pelo presidente Nilson Portela.
“Estamos muito felizes com a chegada da doutora Carla Fahima, profissional atuante na causa animal há muitos anos, protetora e conhecedora das políticas públicas da área, assim como da doutora Andrea Janaína, médica veterinária, especialista na causa e ex-diretora do Bem-Estar Animal de Cuiabá, duas profissionais que vêm para somar e fortalecer o trabalho do GT”, afirmou Nilson Portela.
Advogada e especialista em Direito dos Animais, Carla Fahima já presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB /MT) e é membro fundadora do Projeto Lunaar. “Fiquei muito feliz com o convite para integrar efetivamente o grupo, que acompanho desde a fase de câmara temática. Agora, passo a contribuir diretamente com minha experiência jurídica e vivência como ativista, fortalecendo as políticas públicas voltadas à causa animal em Mato Grosso”, afirmou Fahima.
Para Andrea Janaína, com sua vasta vivência na causa animal, a expectativa é contribuir com as ações do Grupo de Trabalho, desde a definição de temas até a elaboração de planos de trabalho voltados à área técnica, e não apenas estratégica. “A proposta é buscar experiências de outros estados, cidades e até de outros países, filtrar essas informações e adaptá-las à realidade de Mato Grosso, garantindo políticas públicas mais eficazes”, declarou.
Ela é médica veterinária e zootecnista com atuação na área de reabilitação animal. Possui mestrado em Biociência Animal, com foco em Neurologia e Reabilitação. Já atuou como diretora do Bem-Estar Animal. Atualmente, segue colaborando com resgates, acolhimento e adoção de animais, contribuindo ativamente para o fortalecimento da causa animal.
O GT da Causa Animal – a comissão atua em um conjunto de iniciativas que abrangem desde ações de educação e conscientização até investimentos diretos em saúde animal, mobilização social e fortalecimento das entidades que atuam na causa. Para 2026, o GT já iniciou os trabalhos com reuniões internas para alinhar as ações do ano. A primeira reunião mensal está prevista para fevereiro.
Fonte: ALMT – MT
Política
PT e PL se unem em projeto de Gisela para pressionar Motta a dar transparência às votações
A deputada federal Gisela Simona (União-MT) conseguiu o que raramente se vê no ambiente político: unir parlamentares de campos ideológicos opostos em torno de uma mesma proposta. O Projeto de Resolução da Câmara protocolado na última semana, reúne assinaturas que vão da esquerda à direita – de PT a PL- em defesa de uma pauta que, embora técnica, toca diretamente no funcionamento do Legislativo: a previsibilidade e transparência das votações em plenário.
A proposta mira diretamente a condução dos trabalhos pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao estabelecer a obrigatoriedade de divulgação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Por se tratar de um PRC – instrumento que regula matérias de competência interna da Casa -,a medida não depende de aval do Senado nem da Presidência da República. Uma vez aprovada, altera o regimento interno e passa a impor a nova regra de forma imediata.
Na prática, o projeto enfrenta uma queixa recorrente: a imprevisibilidade das votações. Hoje, a pauta é definida pelo presidente em articulação com o colégio de líderes e, comumente, divulgada em cima da hora, restringindo o acesso à informação aos que estão fora desse núcleo decisório. O impacto, segundo Gisela, é direto, tanto na atuação dos deputados quanto na capacidade técnica das assessorias parlamentares, que ficam sem tempo hábil para analisar matérias e qualificar o debate.
Ao justificar a iniciativa, a deputada sustenta que a medida equilibra e flexibiliza a condução dos trabalhos, além de dar mais segurança jurídica e previsibilidade decisória. Mais do que um ajuste operacional, o texto se apresenta como parte de um movimento mais amplo de modernização das práticas legislativas, com reflexos na qualidade do debate e no fortalecimento da dimensão democrática do Parlamento.
O simbolismo político também não é ignorado. A proposta se insere no contexto dos 200 anos da Câmara dos Deputados, sendo apresentada como um marco de reafirmação do compromisso institucional com a transparência, a eficiência e o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo.
Gisela também chama atenção para a mudança no perfil das demandas que chegam ao Parlamento. Em um cenário de crescente complexidade social e ampliação das agendas temáticas, a previsibilidade da pauta deixa de ser um detalhe administrativo para se tornar elemento estruturante do processo legislativo.
“Sem previsibilidade, não há debate qualificado”, reafirma Gisela ao defender que a organização prévia das votações é condição para decisões mais responsáveis. Colocando, inclusive, fim a chamada “pauta-surpresa”, prática conhecida nos bastidores como “pauta-bomba”, quando temas não previstos são incluídos de última hora para votação.
“Ao eliminar essa possibilidade, a proposta amplia não apenas a capacidade de preparação dos parlamentares, mas também abre espaço para maior participação da sociedade, que passa a ter tempo para acompanhar, pressionar e se posicionar sobre matérias de impacto direto”.
Confira os deputados que assinaram o projeto:
Gisela Simona (União-MT)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)]
Adriana Ventura (Novo-SP)
Duda Salabert (PDT-MG)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Maria do Rosário (PT-RS)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
José Medeiros (PL-MT)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
Delegado Matheus Laiola (UB-PR)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)