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TV Assembleia amplia audiência para interior do estado
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A TV Assembleia de Mato Grosso (TVAL) continua expandindo a transmissão para o interior do estado. Recentemente, o sinal chegou ao município de Sapezal, com a população recebendo a programação no mesmo dia em que foi realizada uma reunião ampliada da Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), transmitida ao vivo pela TV Assembleia.
A expansão do sinal da TVAL para mais municípios mato-grossenses tem sido prioridade da Mesa Diretora nos próximos anos. Até dezembro de 2024, o sinal chegava a 47 municípios mato-grossenses e a expectativa para 2027 é ampliar ainda mais a expansão.
Em algumas cidades, como Rondonópolis, a Assembleia Legislativa conta com a colaboração da Universidade Federal de Mato Grosso. É importante ressaltar que a expansão faz parte do projeto Digitaliza Brasil, iniciativa do governo federal que estabeleceu as diretrizes para a conclusão do processo de digitalização da transmissão de televisão analógica no Brasil. Incluindo Sapezal, que está operando em caráter experimental, mas onde nosso sinal já está disponível, essa expansão foi viabilizada por meio da parceria com esse programa federal que envolve a Assembleia Legislativa, a Câmara de Vereadores, a Rede Legislativa, por meio da Câmara dos Deputados e, evidentemente, o governo federal. Esses são os parceiros do programa”, explicou o superintendente da TVAL, Jaime Neto, que também destacou o empenho da gerência técnica da TVAL para que essa expansão seja possível.
Conforme o superintendente, Sapezal foi o primeiro município de Mato Grosso a ser beneficiado pelo programa Brasil Digital. “Isso inclui emissoras ligadas ao Poder Legislativo, como a TV Senado e a TV Câmara, e também emissoras do governo federal, como a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Após Sapezal, temos a expectativa de que o sinal também chegue a Rondonópolis no início de 2026, onde já foram realizadas algumas vistorias”, disse Neto.
O superintendente afirmou que Rondonópolis está em estágio mais avançado em comparação aos demais municípios. “Este projeto, que estava previsto para ser concluído em 2026, sofrerá um atraso devido às eleições, mas será retomado em 2027 para que possamos ampliar a transmissão para mais municípios”, afirmou.
Sintonia – Para receber a programação da TV Assembleia, o telespectador pode sintonizar os canais 30.1 (em alta definição) e 3.2 (dentro da rede legislativa). O canal 30.1 é o principal canal da TV Assembleia, transmitindo em Cuiabá e Várzea Grande. No interior do estado, a programação é transmitida pelo canal 9.2.
“A expectativa para 2026 é expandir a cobertura da TV Assembleia priorizando os principais polos e municípios. As iniciativas de expansão que não forem concluídas este ano deverão ter continuidade, possivelmente a partir do final de 2026 ou em 2027. Isso tudo graças ao apoio da Mesa Diretora e também à parceria com as câmaras municipais, que passam a ganhar mais um canal digital aberto”, finalizou Neto.
Fonte: ALMT – MT
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PT e PL se unem em projeto de Gisela para pressionar Motta a dar transparência às votações
A deputada federal Gisela Simona (União-MT) conseguiu o que raramente se vê no ambiente político: unir parlamentares de campos ideológicos opostos em torno de uma mesma proposta. O Projeto de Resolução da Câmara protocolado na última semana, reúne assinaturas que vão da esquerda à direita – de PT a PL- em defesa de uma pauta que, embora técnica, toca diretamente no funcionamento do Legislativo: a previsibilidade e transparência das votações em plenário.
A proposta mira diretamente a condução dos trabalhos pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao estabelecer a obrigatoriedade de divulgação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Por se tratar de um PRC – instrumento que regula matérias de competência interna da Casa -,a medida não depende de aval do Senado nem da Presidência da República. Uma vez aprovada, altera o regimento interno e passa a impor a nova regra de forma imediata.
Na prática, o projeto enfrenta uma queixa recorrente: a imprevisibilidade das votações. Hoje, a pauta é definida pelo presidente em articulação com o colégio de líderes e, comumente, divulgada em cima da hora, restringindo o acesso à informação aos que estão fora desse núcleo decisório. O impacto, segundo Gisela, é direto, tanto na atuação dos deputados quanto na capacidade técnica das assessorias parlamentares, que ficam sem tempo hábil para analisar matérias e qualificar o debate.
Ao justificar a iniciativa, a deputada sustenta que a medida equilibra e flexibiliza a condução dos trabalhos, além de dar mais segurança jurídica e previsibilidade decisória. Mais do que um ajuste operacional, o texto se apresenta como parte de um movimento mais amplo de modernização das práticas legislativas, com reflexos na qualidade do debate e no fortalecimento da dimensão democrática do Parlamento.
O simbolismo político também não é ignorado. A proposta se insere no contexto dos 200 anos da Câmara dos Deputados, sendo apresentada como um marco de reafirmação do compromisso institucional com a transparência, a eficiência e o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo.
Gisela também chama atenção para a mudança no perfil das demandas que chegam ao Parlamento. Em um cenário de crescente complexidade social e ampliação das agendas temáticas, a previsibilidade da pauta deixa de ser um detalhe administrativo para se tornar elemento estruturante do processo legislativo.
“Sem previsibilidade, não há debate qualificado”, reafirma Gisela ao defender que a organização prévia das votações é condição para decisões mais responsáveis. Colocando, inclusive, fim a chamada “pauta-surpresa”, prática conhecida nos bastidores como “pauta-bomba”, quando temas não previstos são incluídos de última hora para votação.
“Ao eliminar essa possibilidade, a proposta amplia não apenas a capacidade de preparação dos parlamentares, mas também abre espaço para maior participação da sociedade, que passa a ter tempo para acompanhar, pressionar e se posicionar sobre matérias de impacto direto”.
Confira os deputados que assinaram o projeto:
Gisela Simona (União-MT)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)]
Adriana Ventura (Novo-SP)
Duda Salabert (PDT-MG)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Maria do Rosário (PT-RS)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
José Medeiros (PL-MT)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
Delegado Matheus Laiola (UB-PR)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)