Política
Administração do governador Mauro Mendes é aprovada por 82% da população, aponta Paraná Pesquisa
Política
A administração do governador Mauro Mendes foi aprovada por 82% da população mato-grossense, segundo a Paraná Pesquisa, empresa especializada em pesquisas de opinião pública.
O levantamento ouviu 1.502 mato-grossenses, de 61 municípios, com idades entre 16 e 60 anos. As entrevistas foram realizadas entre os dias 12 e 16 de dezembro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de cerca de 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.
“Os números dessa pesquisa refletem o reconhecimento da população ao trabalho sério e responsável que estamos realizando. Quando 82% dos mato-grossenses aprovam a gestão, é porque as ações do Governo estão saindo do papel e transformando a realidade das pessoas. Nosso compromisso é continuar trabalhando com planejamento, transparência e eficiência, para que os investimentos cheguem a todos os 142 municípios e promovam mais desenvolvimento e qualidade de vida”, afirmou o governador Mauro Mendes.
Segundo o levantamento da Paraná Pesquisa, Mauro Mendes conseguiu manter um alto percentual de aprovação ao longo do ano. A última pesquisa, realizada em maio deste ano, apontou que 82,7% da população aprovava a administração do governador.
A pesquisa divulgada hoje mostrou que apenas 13,9% desaprovam o governo Mauro Mendes, enquanto 4,1% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Na pesquisa estimulada, o entrevistado é questionado sobre um tema ou questão.

Política
PT e PL se unem em projeto de Gisela para pressionar Motta a dar transparência às votações
A deputada federal Gisela Simona (União-MT) conseguiu o que raramente se vê no ambiente político: unir parlamentares de campos ideológicos opostos em torno de uma mesma proposta. O Projeto de Resolução da Câmara protocolado na última semana, reúne assinaturas que vão da esquerda à direita – de PT a PL- em defesa de uma pauta que, embora técnica, toca diretamente no funcionamento do Legislativo: a previsibilidade e transparência das votações em plenário.
A proposta mira diretamente a condução dos trabalhos pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao estabelecer a obrigatoriedade de divulgação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Por se tratar de um PRC – instrumento que regula matérias de competência interna da Casa -,a medida não depende de aval do Senado nem da Presidência da República. Uma vez aprovada, altera o regimento interno e passa a impor a nova regra de forma imediata.
Na prática, o projeto enfrenta uma queixa recorrente: a imprevisibilidade das votações. Hoje, a pauta é definida pelo presidente em articulação com o colégio de líderes e, comumente, divulgada em cima da hora, restringindo o acesso à informação aos que estão fora desse núcleo decisório. O impacto, segundo Gisela, é direto, tanto na atuação dos deputados quanto na capacidade técnica das assessorias parlamentares, que ficam sem tempo hábil para analisar matérias e qualificar o debate.
Ao justificar a iniciativa, a deputada sustenta que a medida equilibra e flexibiliza a condução dos trabalhos, além de dar mais segurança jurídica e previsibilidade decisória. Mais do que um ajuste operacional, o texto se apresenta como parte de um movimento mais amplo de modernização das práticas legislativas, com reflexos na qualidade do debate e no fortalecimento da dimensão democrática do Parlamento.
O simbolismo político também não é ignorado. A proposta se insere no contexto dos 200 anos da Câmara dos Deputados, sendo apresentada como um marco de reafirmação do compromisso institucional com a transparência, a eficiência e o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo.
Gisela também chama atenção para a mudança no perfil das demandas que chegam ao Parlamento. Em um cenário de crescente complexidade social e ampliação das agendas temáticas, a previsibilidade da pauta deixa de ser um detalhe administrativo para se tornar elemento estruturante do processo legislativo.
“Sem previsibilidade, não há debate qualificado”, reafirma Gisela ao defender que a organização prévia das votações é condição para decisões mais responsáveis. Colocando, inclusive, fim a chamada “pauta-surpresa”, prática conhecida nos bastidores como “pauta-bomba”, quando temas não previstos são incluídos de última hora para votação.
“Ao eliminar essa possibilidade, a proposta amplia não apenas a capacidade de preparação dos parlamentares, mas também abre espaço para maior participação da sociedade, que passa a ter tempo para acompanhar, pressionar e se posicionar sobre matérias de impacto direto”.
Confira os deputados que assinaram o projeto:
Gisela Simona (União-MT)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)]
Adriana Ventura (Novo-SP)
Duda Salabert (PDT-MG)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Maria do Rosário (PT-RS)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
José Medeiros (PL-MT)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
Delegado Matheus Laiola (UB-PR)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)