Política
Mauro Savi sinaliza retorno à disputa eleitoral e deve se filiar ao PRD
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Após um período afastado das urnas, o ex-deputado estadual Mauro Savi prepara seu retorno ao cenário político-eleitoral de Mato Grosso. O ex-parlamentar confirmou que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas próximas eleições e revelou que a tendência é a sua filiação ao Partido Renovação Democrática (PRD).
“Estamos colocando o nome à disposição para tentar uma vaga, logicamente respeitando a todos, mas tentando colocar o nosso espaço e lembrar aqueles que nos ajudaram nos quatro mandatos que estamos de volta. Com muita humildade e com tranquilidade, consultando bem as bases, conversando com as pessoas que já me ajudaram e estão voltando a ajudar. Um ponto primordial desse projeto foi a vitória de Sorriso, o prefeito lá hoje está comigo e temos hoje uma situação muito mais favorável do que antes”, analisou Mauro Savi.
Segundo Mauro Savi, hoje filiado ao União Brasil, a provável migração ao PRD amadureceu após uma série de conversas políticas estratégicas. Entre elas, um diálogo durante um evento do partido no Estado, onde teve uma longa conversa com o presidente estadual do PRD em Mato Grosso, o empresário Mauro Carvalho, o presidente nacional do PRD, Ovasco Rezende, e com o governador Mauro Mendes. O alinhamento político e o projeto apresentado pelo partido foram determinantes para a possível filiação.
“Eu tive um convite do Max Russi, conversei muito com o Max, acho o projeto do Max muito bonito e forte, o que seria a migração ao Podemos. Nesse meio tempo eu recebi um convite do Mauro Carvalho, uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande, consultei o meu chefe maior o Mauro Mendes, conversei com o Ovasco e me abriram as portas e eu acho que a minha migração vai ser para o PRD”, revelou Mauro Savi.
Com ampla experiência no Legislativo Estadual, Mauro Savi já exerceu mandatos como deputado e construiu trajetória marcada por forte atuação política em Mato Grosso. O retorno à disputa eleitoral é visto por aliados como uma tentativa de retomar protagonismo no Parlamento e contribuir com debates considerados estratégicos para o desenvolvimento do Estado.
A eventual filiação de Savi ao PRD também é interpretada como um movimento de fortalecimento da legenda, que busca ampliar sua presença na Assembleia Legislativa. Caso a filiação se confirme, o ex-deputado deve integrar o partido como um dos principais nomes para a corrida eleitoral. “Pelo grupo que está sendo formado no PRD a nossa expectativa é de eleger um e brigar fortemente pela segunda vaga”, disse.
Nos bastidores, a articulação é tratada como avançada, e a expectativa é que os próximos meses sejam decisivos para a consolidação do projeto político. Outro nome que vem sendo ventilado como provável ingresso ao partido é do deputado estadual Paulo Araújo, que deixaria o PP para migrar ao PRD.
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PT e PL se unem em projeto de Gisela para pressionar Motta a dar transparência às votações
A deputada federal Gisela Simona (União-MT) conseguiu o que raramente se vê no ambiente político: unir parlamentares de campos ideológicos opostos em torno de uma mesma proposta. O Projeto de Resolução da Câmara protocolado na última semana, reúne assinaturas que vão da esquerda à direita – de PT a PL- em defesa de uma pauta que, embora técnica, toca diretamente no funcionamento do Legislativo: a previsibilidade e transparência das votações em plenário.
A proposta mira diretamente a condução dos trabalhos pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao estabelecer a obrigatoriedade de divulgação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Por se tratar de um PRC – instrumento que regula matérias de competência interna da Casa -,a medida não depende de aval do Senado nem da Presidência da República. Uma vez aprovada, altera o regimento interno e passa a impor a nova regra de forma imediata.
Na prática, o projeto enfrenta uma queixa recorrente: a imprevisibilidade das votações. Hoje, a pauta é definida pelo presidente em articulação com o colégio de líderes e, comumente, divulgada em cima da hora, restringindo o acesso à informação aos que estão fora desse núcleo decisório. O impacto, segundo Gisela, é direto, tanto na atuação dos deputados quanto na capacidade técnica das assessorias parlamentares, que ficam sem tempo hábil para analisar matérias e qualificar o debate.
Ao justificar a iniciativa, a deputada sustenta que a medida equilibra e flexibiliza a condução dos trabalhos, além de dar mais segurança jurídica e previsibilidade decisória. Mais do que um ajuste operacional, o texto se apresenta como parte de um movimento mais amplo de modernização das práticas legislativas, com reflexos na qualidade do debate e no fortalecimento da dimensão democrática do Parlamento.
O simbolismo político também não é ignorado. A proposta se insere no contexto dos 200 anos da Câmara dos Deputados, sendo apresentada como um marco de reafirmação do compromisso institucional com a transparência, a eficiência e o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo.
Gisela também chama atenção para a mudança no perfil das demandas que chegam ao Parlamento. Em um cenário de crescente complexidade social e ampliação das agendas temáticas, a previsibilidade da pauta deixa de ser um detalhe administrativo para se tornar elemento estruturante do processo legislativo.
“Sem previsibilidade, não há debate qualificado”, reafirma Gisela ao defender que a organização prévia das votações é condição para decisões mais responsáveis. Colocando, inclusive, fim a chamada “pauta-surpresa”, prática conhecida nos bastidores como “pauta-bomba”, quando temas não previstos são incluídos de última hora para votação.
“Ao eliminar essa possibilidade, a proposta amplia não apenas a capacidade de preparação dos parlamentares, mas também abre espaço para maior participação da sociedade, que passa a ter tempo para acompanhar, pressionar e se posicionar sobre matérias de impacto direto”.
Confira os deputados que assinaram o projeto:
Gisela Simona (União-MT)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)]
Adriana Ventura (Novo-SP)
Duda Salabert (PDT-MG)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Maria do Rosário (PT-RS)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
José Medeiros (PL-MT)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
Delegado Matheus Laiola (UB-PR)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)