Polícia Federal
PF realiza Seminário Internacional e inaugura Laboratório de Microscopia Eletrônica do Programa Ouro Alvo
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Brasília/DF. A Polícia Federal realizou nesta terça-feira, 2/12, na Diretoria Técnico-Científica/PF, a abertura do 2º Seminário Internacional sobre Atividades Ilícitas e Rastreabilidade na Cadeia de Suprimentos do Ouro. O evento reuniu representantes de instituições brasileiras e internacionais para debater mecanismos de mitigação da mineração ilegal e o fortalecimento de ferramentas de rastreabilidade aplicadas ao ouro.
A solenidade contou com a presença do Diretor Técnico-Científico da Polícia Federal, Roberto Reis; do Diretor Substituto de Meio Ambiente e Amazônia, Renato Madsen; da Diretora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), Elena Abbati; do Presidente do Serviço Geológico do Brasil, Francisco Valdir Silveira; do Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), General Fernando Azevedo e Silva; do Superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri; e do Presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Marcos de Almeida Camargo. O evento também teve a participação do Deputado Keniston Braga, membro da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável.
O seminário, com duração de quatro dias, promove debates técnico-científicos, mesas-redondas e apresentações voltadas à persecução penal, rastreabilidade mineral e atuação integrada entre órgãos públicos e entidades parceiras. A iniciativa busca ampliar o intercâmbio de conhecimento e aprimorar ações conjuntas no enfrentamento ao garimpo ilegal, considerado tema prioritário no âmbito da Polícia Federal.
Como parte da programação, foi inaugurado o Laboratório de Microscopia Eletrônica do Programa Ouro Alvo, instalado na DITEC. A nova unidade representa um marco para a capacidade do Estado brasileiro de rastrear a origem de ouro apreendido e subsidiar investigações relacionadas a crimes ambientais, lavagem de dinheiro e ilícitos transnacionais.
O laboratório é fruto de investimento aproximado de dez milhões de reais provenientes do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os equipamentos de microscopia eletrônica permitirão análises avançadas de materiais auríferos, ampliando de forma significativa a precisão e a eficiência dos exames periciais utilizados na comprovação da origem do metal.
O Programa Ouro Alvo, iniciado em 2019 no âmbito da Diretoria Técnico-Científica, conta com o apoio da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção. A iniciativa integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania, que articula ações de segurança pública voltadas ao enfrentamento de crimes ambientais nos estados da Amazônia Legal.
A cerimônia de inauguração também reuniu representantes do IBAMA, do Serviço Geológico da Colômbia, do Ministério de Minas e Energia e de outras instituições parceiras. Após o descerramento da placa, as autoridades conheceram as novas instalações em visita guiada pelo gerente do Programa Ouro Alvo, Perito Criminal Federal Erich Adam Moreira Lima.
Os eventos reforçam o compromisso da Polícia Federal com o desenvolvimento de soluções técnico-científicas de alta complexidade, a modernização dos instrumentos de investigação e o aprimoramento contínuo das ações voltadas ao combate à mineração ilegal e às organizações criminosas que atuam no setor.
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Fonte: Polícia Federal
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PF deflagra operação contra fraudes bancárias eletrônicas
Natal/RN. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26/2), a Operação Citrus, com o objetivo de combater fraudes bancárias eletrônicas praticadas por meio do uso de contas de terceiros para ocultação e para dissimulação de valores ilícitos.
Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, expedido pela 14ª Vara Federal da Capital, em imóvel localizado no município. No local, foram apreendidos um aparelho celular, uma máquina de pagamentos e comprimidos de substância sintética com características de entorpecente.
As investigações apontam que o suspeito recebeu dezenas de transferências bancárias em curto intervalo de tempo, oriundas de fraudes praticadas contra correntistas de instituição financeira pública. Em apenas quatro minutos, foram identificadas 66 transferências vinculadas à ação criminosa.
A apuração indica a utilização da prática conhecida como Pulverização, estratégia empregada para fragmentar valores subtraídos de vítimas e distribuí-los entre contas de terceiros, dificultando o rastreamento dos recursos.
O investigado poderá responder pelo crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica e por outros delitos que venham a ser identificados no curso das investigações.
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Fonte: Polícia Federal