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UPA estende o Outubro Rosa com prevenção e acolhimento às mulheres da unidade
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Uma manhã especial de cuidado e valorização marcou esta sexta-feira (07) das servidoras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Município. A ação, que estendeu a campanha Outubro Rosa para o mês de novembro, reuniu atividades voltadas à saúde, bem-estar e integração das profissionais, reforçando a importância da prevenção e do autocuidado no ambiente de trabalho.
A atividade contou com coletas de exames laboratoriais, aferição de pressão arterial e encaminhamentos para mamografias, além de uma palestra sobre autocuidado e um café da manhã preparado com carinho para promover integração entre os setores da unidade de saúde.
O diretor da unidade, Wesley Romão, enfatizou a importância de proporcionar momentos de atenção e acolhimento às profissionais da saúde. “Cuidar de quem cuida é essencial para manter a qualidade do atendimento prestado à população. Nossas servidoras vivem rotinas intensas, com longos plantões, e oferecer esse espaço de cuidado é uma forma de demonstrar que elas também são prioridade. É um gesto de reconhecimento e gratidão pelo comprometimento e dedicação de quem está todos os dias na linha de frente, cuidando do outro”, destacou Wesley.
A enfermeira e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção, Jéssica Limas, explicou que a programação foi dividida em três etapas, justamente para possibilitar a participação de todas as colaboradoras, respeitando as escalas de trabalho.
“Nós estendemos o Outubro Rosa para o mês de novembro. A primeira etapa foi a coleta do preventivo, a segunda, que realizamos hoje, é a coleta dos exames laboratoriais, e a próxima será a mamografia. Além disso, trouxemos um momento de integração com um delicioso café da manhã, brindes e muita troca”, destacou.
O secretário de Saúde, Vanio Jordani, destacou que a atividade promove, além da integração, o fortalecimento entre os setores da unidade. “Muitas delas trabalham diuturnamente, em mais de um local. Então, oferecer esse espaço na própria unidade é uma forma de permitir que as servidoras também se cuidem, para cuidar bem da população”, finalizou.
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Sorriso diz sim à Patrulha Henry Borel
Com aval do Tribunal de Justiça e demais instituições, Município caminha para se tornar referência na proteção de crianças e adolescentes
Ser a primeira cidade a efetivamente disponibilizar a Patrulha Henry Borel. A carta de intenção para tornar realidade a Patrulha foi assinada nesta sexta-feira (13 de março), durante o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral. Em 3 de maio de 2023, a lei estadual 12.097 estabelece a criação da Patrulha Henry Borel no Estado de Mato Grosso.
A Patrulha tem o objetivo de assegurar o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar no Estado, bem como garantir a efetividade da Lei Federal Nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), que cria mecanismos para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
A elaboração da minuta da Lei 12.097/23 foi idealizada pelo juiz Jamilson Haddad Campos, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Foi justamente o mesmo magistrado, que fez a Sorriso o convite para implantar efetivamente a Patrulha.
O evento desta sexta-feira mobiliza representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no Centro de Eventos Ari José Riedi.
“Queremos dizer ‘sim’ a esta iniciativa, colocar em prática esta lei para tornar ainda mais eficiente o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, assegurou o prefeito Alei Fernandes durante o evento. “Este seminário veio para trazer o tema à discussão, no entanto, o que queremos é colocar em prática estas ações e com esta patrulha vamos evoluir muito na proteção a nossas crianças e adolescentes”, complementou a primeira-dama de Sorriso e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes.
Uma das primeiras a “sonhar” com a Patrulha Henri Borel, a advogada Tatiane Ramalho, fundadora e presidente do Iman, comentou que a iniciativa no Estado começou em um evento da OAB, que foi ganhando força a partir do diálogo. “Nós vamos agora trabalhar a Patrulha Henri Borel vire lei, porque até então ela era só uma ideia”.
Outro responsável pela criação da Patrulha, o juiz Jamilson Haddad Campos comentou que “a Lei Henry Borel é um espelhamento da Lei Maria da Penha, com foco na proteção da criança e do adolescente, e quando da criação dela, tivemos apoio de 100% dos deputados, bem como do governador Mauro Mendes, que a sancionou”, relatou o magistrado, complementando que percebeu o prefeito Alei Fernandes muito sensibilizado com a proposta. “Por isso vamos, juntos, conduzir este projeto junto à Polícia Militar do Estado, que será especialmente capacitada e preparada para este trabalho, tanto por meio da Lei Henry Borel quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.
Lei Henry Borel – Torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação foi espelhada na Lei Maria da Penha. O texto foi batizado de Lei Henry Borel em referência ao menino de quatro anos morto em 2021, no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia interna após espancamentos no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto. Os dois estão presos, e aguardam pelo julgamento.