NEM A BASE SALVOU
Abílio sofre derrota na Câmara e LDO de 2027 é rejeitada
Cidades
A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, nesta quarta-feira (16), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027, impondo uma derrota política ao prefeito Abílio Brunini (PL). A proposta recebeu 12 votos favoráveis, mas precisava de pelo menos 14, número correspondente à maioria absoluta dos vereadores, para ser aprovada.
Com a rejeição, o Legislativo municipal não poderá iniciar o recesso parlamentar de julho. A legislação determina que a LDO deve ser votada e aprovada antes da suspensão das atividades legislativas, o que mantém os vereadores em atividade até que a matéria seja apreciada novamente.
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O resultado da votação também expôs dificuldades de articulação da base governista. Mesmo com o apoio de parte dos parlamentares, o Executivo não conseguiu reunir os votos necessários para aprovar um dos principais projetos de planejamento da administração municipal.
Nos bastidores, a rejeição da LDO ocorre em meio à disputa pelo comando da Mesa Diretora da Câmara, cenário que tem aumentado o desgaste entre vereadores e transformado o ambiente político em uma verdadeira “guerra fria”.
A expectativa agora é que a Prefeitura articule uma nova tentativa de votação nos próximos dias para evitar novos prejuízos ao calendário legislativo e destravar o início do recesso parlamentar.
Cuiabá
Câmara oficializa CPI para investigar suspeita de superfaturamento de até R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá
A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou nesta quarta-feira (21) a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na compra de livros e materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação. As suspeitas envolvem um possível prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos — valor que ainda não foi comprovado.
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A CPI terá prazo de 120 dias e será presidida pelo vereador Demilson Nogueira (PP), tendo Marcus Brito Júnior (PV) como vice-presidente e Tenente-Coronel Dias (Cidadania) como membro titular.
Entre os pontos que deverão ser investigados está a aquisição de livros de informática destinados a escolas que, segundo informações divulgadas pela Câmara, não possuíam laboratórios em funcionamento nem ofereciam a disciplina.
O caso também é alvo de apuração do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e de análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
O ex-secretário municipal de Educação Amauri Monge já negou irregularidades e contestou as acusações. A CPI também terá como suplentes Wilson Kero Kero (PMB), Marcrean Santos e Cezinha Nascimento (União Brasil). Ainda não foi divulgado o calendário de reuniões e depoimentos da comissão.