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Cuiabá

Paula Calil critica novo aumento da tarifa de água em Cuiabá

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Cuiabá

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), manifestou, nesta quinta-feira (19), preocupação e posicionou-se contra o novo reajuste de 11,93% na tarifa de água e esgoto da Capital, autorizado após decisão judicial. Com a aplicação do índice, o aumento acumulado das tarifas em 2026 chega a 16,09%, percentual muito acima da inflação dos últimos 12 meses, que ficou em 4,72%.

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Para Paula, o reajuste não reflete a realidade vivida pelos consumidores, que continuam enfrentando problemas relacionados ao abastecimento, à falta de saneamento e aos transtornos causados pelas intervenções da concessionária.

“Não sou contra investimentos nem contra o fortalecimento dos serviços de saneamento, mas sou contra qualquer aumento que não venha acompanhado de resultados concretos para a população. O cuiabano não pode continuar pagando uma conta cada vez mais cara sem perceber melhorias efetivas na qualidade do serviço prestado”, afirmou.

A parlamentar destacou que este é o segundo aumento aplicado nas tarifas em 2026. Em março, os consumidores já haviam sido impactados por um reajuste de 4,16%. Agora, um novo aumento de 11,93% eleva a alta acumulada para mais de 16% somente neste ano.

“Não estamos falando de um único reajuste. A população já recebeu um aumento no início do ano e agora é surpreendida por uma nova alta. Isso faz com que a conta de água acumule mais de 16% de aumento apenas em 2026, enquanto a inflação dos últimos 12 meses ficou abaixo de 5%. É uma diferença muito grande para um serviço essencial que ainda apresenta tantas falhas”, ressaltou.

A parlamentar também destacou que, apesar das cobranças elevadas, ainda há bairros sem acesso à rede de esgoto e situações consideradas inadmissíveis para uma capital.

“Temos regiões como o bairro Itapajé que ainda convivem com esgoto a céu aberto. No Shangri-lá, onde moro, também não existe rede de esgoto. Além disso, são frequentes as reclamações sobre falta de água e sobre a forma desorganizada como algumas intervenções são realizadas pela concessionária. A população tem razão em questionar esse aumento”, pontuou.

Paula chamou atenção para o fato de que o reajuste aplicado neste ano é significativamente superior ao registrado no ano anterior e defendeu maior equilíbrio entre os índices autorizados e a qualidade dos serviços entregues à população.

“Isso impacta diretamente o orçamento das famílias, principalmente das que já enfrentam dificuldades para manter as contas em dia. É preciso ter responsabilidade e bom senso quando se trata de um serviço essencial. Antes de aumentar a conta da população, é preciso garantir que os investimentos cheguem onde ainda faltam água, saneamento e infraestrutura adequada”, disse.

A presidente da Câmara reforçou que continuará acompanhando o tema e cobrando transparência da concessionária e dos órgãos responsáveis pela regulação do serviço.

“Meu papel é defender a população. Cuiabá precisa avançar na universalização do saneamento, ampliar a cobertura da rede de esgoto, melhorar o abastecimento e garantir mais eficiência nos serviços. Antes de discutir aumentos acima da inflação, é necessário entregar resultados que façam sentido para quem paga a conta todos os meses”, concluiu.

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Cuiabá

Câmara oficializa CPI para investigar suspeita de superfaturamento de até R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá

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A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou nesta quarta-feira (21) a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na compra de livros e materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação. As suspeitas envolvem um possível prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos — valor que ainda não foi comprovado.

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A CPI terá prazo de 120 dias e será presidida pelo vereador Demilson Nogueira (PP), tendo Marcus Brito Júnior (PV) como vice-presidente e Tenente-Coronel Dias (Cidadania) como membro titular.

Entre os pontos que deverão ser investigados está a aquisição de livros de informática destinados a escolas que, segundo informações divulgadas pela Câmara, não possuíam laboratórios em funcionamento nem ofereciam a disciplina.

O caso também é alvo de apuração do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e de análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

O ex-secretário municipal de Educação Amauri Monge já negou irregularidades e contestou as acusações. A CPI também terá como suplentes Wilson Kero Kero (PMB), Marcrean Santos e Cezinha Nascimento (União Brasil). Ainda não foi divulgado o calendário de reuniões e depoimentos da comissão.

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